domingo, 20 de maio de 2018

Assunto De Família

Distribuição garantida pela distribuidora Imovision 



O filme do grande cineasta japonês Hirokazu Kore-Eda, que arrebatou ontem a Palma de Ouro de Cannes/2018, trata de uma família pobre, do trambique, que acolhe uma menina e que põe essas crianças para roubarem no supermercado, mas iniciando um processo muito humano a partir da adoção. Uns chamaram de o novo "Oliver Twist" e outros chamaram a atenção para a dureza deste filme. Nos Cinemas brasileiros a partir do segundo semestre.

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sábado, 19 de maio de 2018

Palma De Ouro- Cannes/2018 - Assunto De Família



55 anos de vida, passando dos 30 anos de carreira e, agora, premiado com a Palma De Ouro em Cannes/2018. Um dos maiores cineastas japoneses de todos os tempos, dono de, pelo menos, duas obras-primas, uma em "Depois Da Vida" e a outra em "Andando", mas sustentando sempre um nível de surpresa em todos os seus filmes. Ora grande filósofo da vida, como em "Pais E Filhos", ora grande inventor de parábolas, como o devastador "Boneca Inflável", fato é que Hirokazu Kore-Eda, ao que tudo indica, chega em "Assunto De Família", no momento mais inexplicável de sua carreira.

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Um olhar para o Cinema de Luca Guadagnino

FOTOGRAFIA FEITA NA ÓTICA NOSSA SENHORA DO BELÉM

1 - Ambos os filmes de Luca Guadagnino significam uma chegada ao topo da escalada cinematográfica, ou seja, são momentos de contemplação de uma rara beleza. Após "Me Chame Pelo Nome", relutei em continuar protegendo "Eu Sou O Amor" como a obra-prima de Luca até o presente momento, no entanto, fui vencido pela crença de que ambos os filmes, na verdade, seguem empatados. Isto, sem nenhuma necessidade obrigatória de que assim seja e que, no caso, é uma percepção somente minha.

2 - Fato é que "Eu Sou O Amor" se tornou um dos filmes italianos mais indispensáveis da última década e Luca Guadagnino conseguiu esse feito. O talento sensorial de como Luca engenha a forma de contar suas histórias cria um relevo que, a certa altura, parece um mapa. "Eu Sou O Amor" mergulha na derrocada da sociedade italiana e conta sua história a partir do personagem mais vitimado: a mulher. A russa interpretada pela magistral Tilda Swinton é a estrangeira, estrangeira e italiana, a mulher que só depois de haver feito uma família sob as egides religiosas, culturais e patriarcais daquela sociedade, enfim inicia um processo de se apropriar de si mesma. Porém, a história não é pessimista, ela tem um tom acima, pois esse não é mais um filme a mostrar a derrota, pelo contrário, é um filme de ascensão. A mulher de "Eu Sou O Amor" é glorificada, ela blinda seu processo e toma posse da sua caverna. Aliás, na última década, bons filmes italianos surgiram, demonstrando a derrocada da sociedade italiana e centrados na mulher como, por exemplo, o filme "Que Mais Posso Querer"

3 - Um ano depois de "Moonlight" também se tornar um dos filmes da década, agora parte integrante do compêndio do Cinema americano pós anos 2000, Luca Guadagnino também reflete, na Itália, a natureza homossexual (ou tão somente sexual) e empossa "Me Chame Pelo Seu Nome" como uma aula. Levanta personagens eruditos, que se descobrem um ao outro e se apaixonam um pelo outro, para dizer que a percepção da natureza humana precisa ser liberta da ignorância. Tem muitos talentos e todos primamente envergados. Me admira perceber que "Me Chame Pelo Seu Nome", adaptado de sua obra literária, nas mãos de Luca Guadagnino se torna um filme onde o processo da descoberta sexual e afetiva, é tão rico e protegido, como a cultura e intelectualidade que os personagens exalam. É uma visão (e bem visionária mesmo) a demonstrar o tratamento que a concepção humana merece. Por isso também, o monólogo do pai, ao final, gruda em nós e nos arrebata.

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sábado, 5 de maio de 2018

The House That Jack Built



Cannes/2018 se aproxima, e depois de um teaser/trailer e novas imagens, um novo poster para "The House That Jack Built" chegou. Nele, Matt Dillon está entre a cortina de plástico, caracterizado de óculos, com o cabelo sobre a testa e com aquele olhar, no melhor estilo "mirando na presa" e à espreita. 

No filme do senhor Von Trier, seguiremos o inteligente Jack por 12 anos, atravessando pelos assassinatos que o tornam um serial killer. Ele enxerga suas matanças como obras de arte. Quando eu penso que Lars também vai provocar, tocando naquele tabu do desejo que a gente tem de "matar", eu fico ensandecido. 

Para reafirmar as filmagens de seu novo filme, o cineasta postou uma foto em 2017,  fazendo referência ao filme "Vampyr", clássico do mestre Carl Theodor Dreyer, de 1932. Disse que como estava filmando, resolveu fazer uma foto evocativa com uma referência cinematográfica. Estamos aguardando pelas primeiras reações à "The House That Jack Built", assim que o filme for exibido em Cannes, a partir do dia 8.

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Foto para Arezzo

FOTO PARA A LOJA AREZZO DE ITATIBA COM BOTA DE CANO MÉDIO


~ A Arezzo é Arrazzo ~ Novamente, tive o prazer de fotografar para a Loja Arezzo de Itatiba, que anuncia comigo nos Canais Mais Cinema e que incentiva/apoia meu trabalho como Blogueiro de Cinema e como Blogueiro de Itatiba. Agradeço do fundo do coração a senhora Carina e as lindezas das meninas que formam a equipe Arezzo de Itatiba <3

Sobre a foto: nos meus pés, bota de cano médio e de salto bloco alto, em couro macio na cor Brown, com bico levemente afinado e esbanjando estilo no detalhe em malha metálica sobre o cano. Esta é uma peça coringa e que favorece diferentes visuais e estilos. 

Dia das Mães: a Arezzo preparou sacolas personalizadas (reparem à direta na foto em cima do puff), para que você escrever sobre a sacola, sua dedicatória à mãe. Quanto as peças especiais para o Dia das Mães, os preços estão um luxo, a partir de R$ 99,90 e pode dizer também que viu a doto ""do Daniel Serafim".

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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Todos Lo Saben


~ Filme de abertura de Cannes/2018 ~ Quero comentar minha impressão quanto ao primeiro teaser de "Todos Lo Saben", nova realização do consagrado Asghar Farhadi, que se tornou na última década a grande influência do Cinema iraniano, chegando a vitória de 2 Oscars num espaço de 5 anos, com os obrigatórios "A Separação" e "O Apartamento". É fato que na última década os textos, as inventividades narrativas mais entranhadas, são talentos que estão somente nos filmes do senhor Farhadi e que tem ecoado por outros Cinemas.

Em "Todos Lo Saben", Penélope Cruz viaja para uma cidade fora de Madri com a família, afim de participarem de uma celebração. Uma ocorrência impetuosa irrompe sobre todos, desencadeia uma série de outros eventos e, pouco a pouco, desconfiança, moral e transparência tornam-se fatores decisivos. Os esqueletos dos textos do senhor Farhadi continuam presentes, a impotência das coisas que vão se tornando incontroláveis e que se estendem violentamente sobre todos a sua volta. E pelo menos duas coisas sobressaltaram aos meus olhos em "Todos Lo Saben": me chamou a atenção como, observando atentamente ao teaser, me lembrei de "Procurando Elly", uma pequena joia rara do senhor Farhadi intrinsecamente ligada a ética e a inexistência de tal exercício, com um resultado magnífico da exploração de tal tema. A segunda coisa que me chamou a atenção é essa curiosidade latina; um dos talentos dos filmes de Asghar Farhadi é a composição de uma paisagem, em especial a paisagem iraniana em seus filmes de língua natal, formada pelos personagens, pela cultura, pelo comportamento, pela nacionalidade e pela língua. Examinando "Todos Lo Saben" percebi como o senhor Farhadi transpõe sua arquitetura e compõe uma paisagem, ao meu ver, já gritante, em trabalhar com uma geração de artistas latinos irreparáveis; Penélope Cruz, Bárbara Lennie, Inma Cuesta, Javier Bardem, Ricardo Darín, Ramón Barea, esses são os nomes que nos farão comprovar que um dos maiores prazeres do Cinema nesses tempos é ser dirigido por um Asghar Farhadi. De tempos em tempos no Cinema acontecem grandes eventos, quando cineastas filmam em geografias distantes das suas, oferecendo um prazer diferente e reforçando seu talento. Certamente, e estamos na torcida por isso, é o que presenciaremos em "Todos Lo Saben".

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terça-feira, 1 de maio de 2018

62 anos de Lars Von Trier

FOTO TIRADA NA SALA DAS DIVAS DE HOLLYOOD DO STUDIO NEIDE TUON
A VERSÁTIL FILMES COLOCOU Á VENDA NOVAMENTE OS FILMES DO DIRETOR

Três relíquias na bandeja: "Medeia", "Os Idiotas" e "Dançando No Escuro". Partir em "Medeia" de um roteiro de um deus do Cinema, o senhor Carl Theodor Dreyer, era uma tarefa para um ser iluminado, por isso, caiu nas mãos do senhor Von Trier. Nunca tive nenhum problema quanto a Lars Von Trier, que sempre foi um querido e que sempre foi compreendido por mim em seu contexto. Quando assisti "Os Idiotas" foi, pra mim, uma experiência desestabilizadora e apavorante; então busquei conhecê-lo mais e melhor, conheci o que tinha feito antes e todo o trabalho de Lars como diretor fez um sentido muito único. Fez igual sentido seu movimento Dogma, que influenciou o Cinema e posicionou o Cinema dinamarquês do novo milênio. E tem sido assim em seus 62 anos de vida, Lars consegue se reinventar e consegue contribuir como cineasta de uma forma inesperada. Enquanto é taxado de "excêntrico" ou "fetichista" (alvo daquela velha opinião formada sobre tudo), ele consegue proteger uma distância saudável entre a opinião e o artista que é. Ele tem seu jeito, sua personalidade, sua visão de mundo e não é mais "louco" que eu e você; tampouco ele vem de encontro com padrões, normatividades ou expectativas. O melhor tempero de seus filmes é justamente quando consegue afrontar e debochar, seja com ou sem violência, sempre tentando "esfregar" na cara da gente que a gente é tão ou mais igual a tudo aquilo que a gente vira a cara. Com uma beleza de embriagar, suas realizações trazem reflexos de sua vida. No leito de morte, sua mãe lhe deu a notícia que ele tinha outro pai e isso foi fulminante. Na universidade de Cinema adotou o "Von" para seu nome e soube se apropriar de sua imagem. A depressão que lhe ocorreu lhe trouxe um torpor de criatividade que fez de "Anticristo" ou "Melancolia" um êxtase visual, de uma catarse violenta. Nos últimos anos ele tem sido um grande renovador da estética do choque no Cinema e "Ninfomaníaca" é a aula que faltava para tal matéria. O resultado de seus talentos é de que não há nada que se compare a Lars Von Trier, nem antes e nem depois; sua contribuição é inestimável! Em 2018 ele volta ao Festival de Cannes, ele que foi a 1ª Palma de Ouro dos anos 2000 com "Dançando No Escuro", que continua um monumento do Cinema e/ou um dos filmes mais angustiantes que se tem notícia. E que venha seu novo filme, "The House That Jack Built".

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Festival de Cannes 2018



~ Faz calor em Cannes ~ Maio chegou e, com ele, se estabelece o maior festival de Cinema do mundo. Nós, cinéfilas e cinéfilos, temos em Cannes o nosso norte, é em Cannes que encontramos as mulheres e os homens, as cineastas e os cineastas, que despertam, dia a dia, a nossa vida, através do amor que temos pelo Cinema. Durante esses 31 dias de Maio vamos tentar respirar um pouco mais de Cannes, tentar celebrar os maiores amores de nossas vidas que saíram de Cannes, que fizeram a história do Cinema e a história da nossa vida. Senhoras e senhores: 

~ 71 anos do Festival de Cannes ~ Com 7 nacionalidades de 5 continentes, o júri de maioria feminina presidido por Cate Blanchett e seguido pelos nomes de Kristen Stewart, Léa Seydoux, Ava Duvernay, Khadja Nin, Chang Chen, Andrei Zviaguintsev, Denis Villeneuve e Robert Guédiguian

~ Seleção oficial ~

ABERTURA
"Todos Lo Saben" - Asghar Farhadi (Irã)

COMPETIÇÃO
"Le livre d'image", Jean-Luc Godard (França)
"BlacKkKlansman", Spike Lee (EUA)
"Three Faces", Jafar Panahi (Irã)
"Cold War", Pawel Pawlikowski (Polônia)
"Leto", Kirill Serebrennikov (Rússia)
"Lazzaro Felice", Alice Rohrwacher (Itália)
"Under The Silver Lake", David Robert Mitchell (EUA)
"Capernaum", Nadine Labaki (Líbano)
"At War", Stephane Brizé (França)
"Asako I&II", Ryusuke Hamaguchi (Japão)
"Sorry Angel", Christophe Honoré (França)
"Dogman", Matteo Garrone (Itália)
"Girls of the Sun", Eva Husson (França)
"Yomeddine", A.B Shawky (Egito)
"Burning", Lee-Chang Dong (Coreia do Sul)
"Shoplifters", Kore-Eda Hirokazu (Japão)
"Ash Is Purest White", Jia Zhang-Ke (China)

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