segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

1ª Sessão de tradição: A Paixão de Cristo

FOTOGRAFIA TIRADA NA FAZENDA SANTA BARBARA PARA
ESSA OCASIÃO ESPECIAL

Quando se incia o ano, tenho 4 tradições cinéfilas e esta é a 1ª delas. O primeiro filme que assisto,  a sessão Nº 0, antes de começar a contabilizar todas as outras sessões de filmes, é " A PAIXÃO DE CRISTO ". Não por motivo religioso, mas pelo fato do filme conter um encontro raro de entregas, originando um resultado de cinema, como há muito não se viu e não se vê; neste filme estão as emoções mais honestas e, inesperadamente, naturais, uma qualidade que não se colhe sempre no cinema. Isso me marcou profundamente e, de la pra cá, tornou-se a primeira sessão do ano. Não há, a meu ver, um tom fora de harmonia nesta obra-prima, curiosamente levantada do meio de tantas contradições de Mel Gibson. Continua sendo um êxtase cinematográfico sem igual. Desta vez trago a curiosidade das confissões do ator Jim Caviezel, provavelmente o Cristo definitivo da história do cinema, que falou de sua dolorosa experiência:

"...o incrível é que todos querem a ressurreição e não o sofrimento...se tivéssemos feito esse filme num set controlado, nós nunca veríamos a performance. Foi realmente "dado à luz em dor" e imediatamente se estampou na minha cara. Desde o "vá em frente" meu ombro se separou. E então eu me tornei Ele (Jesus). Acidentalmente eu me machuquei quando carregava a cruz, meu ombro estava deslocado na cruz. Eu pesava 93kg e na filmagem fiquei com cerca de 78kg. Eu estava tão enfermo, eu continuava vomitando e eu tinha ambos os pulmões cheios de fluidos, eu estava com pneumonia. Muita gente não sabe, mas depois que o filme acabou, tive que fazer uma cirurgia do coração. Fui atingido por um raio na última tomada do dia. Durante a cena excruciante (a dos flagelos) houve um acidente: tínhamos uma chapa de metal, a cerca de um pé de distância das minhas costas e eles golpeariam a chapa de metal. E haviam 3 câmeras especialmente nesse dia. Mel Gibson, no meio da tomada, disse a seu assistente que traduzisse a eles (aos flageladores e havia um problema de tradução, porque esses caras não falavam inglês e nós não falávamos italiano) e lhes dissesse que atingissem o Jim como um pitcher do jogo de baseball, mas eles não jogam basebaal, então eles foram para trás, tomaram distância e correram golpear a chapa. Mas um chicote me pegou, abriu uma ferida de 35cm em minhas costas e fui ao chão. Na cena da flagelação o que se passava em minha mente eram os meus pecados, era que eu não era merecedor de estar naquele papel... meu jejum foi imediato por causa da doença... no final do filme, quando eu estava a cruz, meu corpo estava azul; não era maquiagem, ele realmente estava azul e quando me abaixavam, meu ombro estava deslocado. Abaixo dos meus pés havia um abismo de mil pés (mais de 300m) e a cruz bateu, separando meu ombro da junta, ou seja, eu já estava além das minhas forças. Neste ponto, eu já estava enfermo e, mesmo com meu ombro estando arrancado, eu mal podia sentí-lo de qualquer jeito. O médico colocou o estetoscópio no meu coração e disse "Mel, ele pode morrer"! E Mel Gibson era um apostador, ele me disse "Jim, o que você acha?" e eu disse "Vou nessa, isto é entre Deus e eu! Eu acreditava que, se eu morresse fazendo o filme, muita gente seria salva". 

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