terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Primeiras Impressões: Em Pedaços

CARTAZ ENVIADO COM EXCLUSIVIDADE PELA IMOVISION

Por um momento, com sua vitória no Globo de Ouro, esse filme devastador tremeu o mínimo de percepção que havia sobre a categoria de melhor filme estrangeiro na temporada de premiações/2018. E ele é mesmo tão estarrecedor e poderoso que, de repente, se compreende a força que o transformou em "favoritismo". Em Cannes/2017 deu a, aqui "monstruosa", Diane Kruger, o prêmio de melhor atriz. E, digo pra vocês, a atuação desta mulher é: 1: a coisa mais dolorosa que existe e dor que sua personagem sente, transmitida por ela através de um peso visceral; 2: a coisa mais lamentável da temporada de premiações/2018, pois não seria nenhum exagero dar pra ela o lugar que a nossa querida Meryl Streep está ocupando (pela vigésima vez) no Oscar. Até Meryl iria ficar feliz se isso acontecesse, certeza!

Em alguns momentos é de baixar a cabeça e lamentar; sim, em " EM PEDAÇOS ", está mais uma dura compreensão sobre os olhos vendados da justiça, aquela que se concentra em atender supostos dois lados de uma mesma situação e que, dependendo de sua sentença, inocente culpados e paire escuridão a perspectiva de vida de inocentes. Este filme é também um dos mais dolorosos retratos (seguindo uma compreensão do inconsciente coletivo dos mais dolorosos, e também pessimistas, últimos retratos do cinema), sobre o preconceito, sobre a xenofobia, sobre a intolerância, mas, principalmente, sobre a violência que está no "ovo" de tal serpente. O mundo moderno ainda não está nada desvencilhado das suas principais feridas e o "ovo" de suas serpentes continua se atualizando das formas mais destruidoras que existem. 

Por ora, saibam todos que é isso que endossa este novo trabalho do grande cineasta alemão-turco Fatih Akin, em "Em Pedaços", que estreia em Março nos cinemas e distribuído pela Imovision, que também já distribuiu "Do Outro Lado" e "Soul Kitchen", filmes imperdíveis desse importante cineasta. Endossa través de uma trama que continua, em sua filmografia, mostrando como estrangeiros/imigrantes continuam sendo vítimas, neste filme em que ele está mais próximo de outro filme seu, o igualmente devastador "Do Outro Lado". Fatih Akin tem pelo menos 2 obras-primas em seu currículo, obrigatórias ao cinema pós anos 2000, "Contra Parede" e "Atravessando A Ponte - O Som De Istambul"

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Senhoras e senhores:

 Bárbara Paz 

Para minha surpresa, tive a honra de conhecer pessoalmente hoje, a extraordinária Barbara Raquel Paz. Estou muito feliz! Ela estava tomando café com o querido Senhor Jean Thomas Bernardini, ilustre personalidade da distribuição cinematográfica no Brasil e, como sempre ao encontrar com ele, faço questão de cumprimentá-lo e pedir a sua "benção", fiquei surpreso com sua convidada. Bárbara foi atenciosa, humilde, comentou o filme "Corpo E Alma", recebeu amavelmente meus elogios por sua atuação extraordinária em "Gata Velha Ainda Mia", ao lado de Regina Duarte (quem não assistiu, faça um favor a si mesmo e busque esse filmão) e, por fim, nos lembramos de Hector Babenco, quem certamente me presenteou hoje, preparando meu encontro com sua esposa, esteja ele onde estiver. Bárbara nasceu no Rio Grande do Sul, aos 9 anos começou a trabalhar vendendo esculturas de gesso e marcou minha vida com sua antológica participação em A Casa Dos Artistas. A modelo tornou-se uma atriz extraordinária, uma filha do teatro e a esposa de Hector Babenco. Hoje foi um dia feliz, gratidão à vida 



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Super promoção no Reserva Cultural/SP


Separei 4 títulos especiais pra dizer a vocês que tem uma variedade de grandes títulos a R$ 14,90 cada ou um pacote de 5 unidades por R$64,90. Essa queima de estoque, capaz de fazer as cinéfilas e cinéfilos saírem correndo de casa, vai até 28 de Fevereiro. Depois eles voltam ao valor normal de R$39,90 (com Elias Olive e Reserva Cultural). Quem avisa, amigo cinéfilo é 😉😊😍
"A Festa De Despedida" 
"Mate-Me Por Favor" 
"No Decurso Do Tempo" 
"De Longe Te Observo" 

Vocês assistiram esses filmes? Gostaram? 

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3 motivos pra essa foto:

LOJAS HAVAIANAS ITATIBA

Pra dizer que, no facebook, tem vídeos cinelindos com a programação dos 2 cinemas que me convidam especialmente pra participar de suas atividades, o Caixa Belas Artes e o CineSesc 

Pra dizer que tem meu comentário completo dos filmes extraordinários, "Me Chame Pelo Seu Nome" e "Visages Villages"  

Pra dizer também que, em Itatiba, tem lojas Havaianas sim, que me receberam hoje com muito amor e tem Havaianas do Batman, que eu amo de paixão 
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Primeiras Impressões : Três Anúncios Para Um Crime


Quando eu assisti esse filme o ano passado, saí do cinema atordoado (honestamente), pois ao compreender o peso do fardo que Mildred Hayes carrega, a célebre personagem de Frances McDormand, e fardo do qual ela busca certo alívio, minha vontade era apenas de digerir o sofrimento que acabava de me prostrar. Embora se consiga rir muito com o texto "impossível" de "Três Anúncios", pra mim era difícil rir, diante da dor de Mildred. Mas o que eu quero dizer com essa impressão? Que, ao assistir hoje novamente, numa tela de cinema maravilhosa, além de ter as mesmas convicções, uma outra foi fatal: esse é o filme mais devastador deste ano. Ponto. 

Tive também a impressão de que esse filme anuncia uma grande depressão, ele demonstra a violência que intenta sobre esta geração e dá vazão a forma mais destemida de resistência. É comum que a digestão de uma era venha algum tempo depois de sua origem. No entanto, "Three Billboards Outside Ebbing Missouri", o grande vencedor do Festival de Toronto, do Globo de Ouro e, possivelmente, do Oscar, mostra uma contração a era Trump que, tanto tem a ver com a estafa desta geração, quanto tem a ver com a estafa da era americana, sem se demorar, trazendo uma qualidade urgente. É extraordinário! 

Um texto implacável, descontrolável, tão amargo, quanto o humor com que tenta blindar o quanto é abrasivo, mas que, intencionalmente, é uma grande farsa e é honesto, pois não consegue ofuscar a tragédia devastadora, da qual se valida. Engraçado que os melhores filmes desta década são os que carregam grandes fardos. Frances McDormand é uma personagem assim, ela traz uma dor inigualável e, a atriz extraordinária que é, apresenta uma das melhores performances desta década. Não há um momento em que não deseje sofrer com ela. Rasga o coração, diverte com seu humor e se levanta como um filme memorável.

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Senhoras e senhores: Indicados ao Oscar\2018


Senhoras e senhores: Indicados ao Oscar\2018 
Sim, os indicados saíram, faço questão de colocar nessa publicação a relação dos principais indicados e, com carinho, escolhi 3 indicados, dos mais extraordinários possíveis que temos neste ano, que estão em cartaz no Caixa Belas Artes, para expressar minha felicidade por suas escolhas. " THE SQUARE ", esse filme fulminante, é a minha maior torcida para que vença o Oscar como melhor filme estrangeiro e parabéns a Pandora Filmes(Paula Cosenza Pri Santos Léo Mendes) pela distribuição do filme. Num segundo momento, viria o húngaro " CORPO E ALMA ", com a direção impressionante, dessa mulher maravilhosa que é Ildikó Enyedi. E, para animação, tenho a convicção de que, se há justiça, tem que ser aplicada para a vitória de " COM AMOR, VAN GOGH ", um feito raro no cinema. Farei mais comentários durante os próximos dias, mas, por ora, achei um tanto coerente tudo que vi nessas indicações. Os indicados são:
Melhor Filme:
"Dunkirk"
"Me Chame Pelo Seu Nome"
"O Destino De Uma Nação"
"Corra!"
"Lady Bird - É Hora De Voar"
"Trama Fantasma"
"The Post - A Guerra Secreta"
"A Forma Da Água"
"Três Anúncios Para Um Crime"
Melhor Diretor
Christopher Nolan ("Dunkirk")
Jordan Peele ("Corra!")
Greta Gerwig ("Lady Bird: É hora de voar")
Paul Thomas Anderson ("Trama Fantasma")
Guillermo del Toro ("A Forma Da Água")
Melhor Roteiro Adaptado
"Artista Do Desastre" (Scott Neustadter e Michael H. Weber)
"Me Chame Pelo Seu Nome" (James Ivory)
"A Grande Jogada" (Aaron Sorkin)
"Logan" (Scott Frank, James Mangold e Michael Green)
"Mudbound" (Virgil Williams and Dee Rees)
Melhor Roteiro Original
"Lady Bird: É hora de voar" (Greta Gerwig)
"Doentes de Amor" (Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani)
"Corra!" (Jordan Peele)
"A forma Da Água" (Guillermo del Toro)
"Três Anúncios Para Um Crime" (Martin McDonagh)
Melhor Filme Estrangeiro
"Uma Mulher Fantástica" (Chile)
"O Insulto" (Líbano)
"Sem Amor" (Rússia)
"Corpo e Alma" (Hungria)
"The Square: A Arte Da Discórdia" (Suécia)
Melhor Atriz
Sally Hawkins ("A forma Da Água")
Frances McDormand ("Três Anúncios Para Um Crime")
Margot Robbie ("Eu, Tonya")
Saoirse Ronan ("Lady Bird: É hora De Voar")
Meryl Streep ("The Post - A Guerra Secreta")
Melhor atriz coadjuvante
Allison Janney ("Eu, Tonya")
Mary J. Blige ("Mudbound")
Lesley Manville ("Trama Fantasma")
Laurie Metcalf ("Lady Bird: É hora de voar")
Octavia Spencer ("A Forma Da Água")
Melhor Ator
Timothée Chalamet ("Me chame pelo seu nome")
Daniel Day-Lewis (“Trama Fantasma")
Daniel Kaluuya ("Corra!)
Gary Oldman ("O Destino De Uma Nação")
Denzel Washington ("Roman J. Israel, Esq.")
Melhor Ator Coadjuvante
Willem Dafoe ("Projeto Flórida")
Woody Harrelson ("Três Anúncios Para Um Crime")
Richard Jenkins ("A Forma Da Água")
Sam Rockwell ("Três Anúncios Para Um Crime")
Christopher Plummer ("Todo Dinheiro Do Mundo")
Melhor Animação
O Poderoso Chefinho"
"The Breadwinner"
"Viva: A vida É Uma Festa"
"O Touro Ferdinando"
"Com Amor, Van Gogh"
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domingo, 28 de janeiro de 2018

Me Chame Pelo Seu Nome

"Repare. Apenas repare. Da direção magistral aos mínimos detalhes. REPARE!"

FOTOGRAFIA FEITA NO CINEMA CAIXA BELAS ARTES

Repare como a tensão, em Luca Guadagnino, precisa ser espalhada por vários locais, atuando como "pontos nervosos" ao toque visual; repare como precisa acontecer se utilizando e atrelada ao ambiente, ao espaço físico, ao mapa quase que geográfico, criando uma linguagem codificada, própria das grandes mentes do cinema. Logo, se sabe que a movimentação ajuda a perceber o estado interior de seus personagens. Então, você sente qual é a pulsão do momento, se aflige muito mais com ela, através do "ir e vir" dos personagens, através das ações que pararam no meio do caminho, do que se eles se expressassem verbalmente. Repare, na filmografia deste cineasta, na espécie de uso "decrescente" extraordinário do habitat ao redor: temos em "Eu Sou O Amor" a exploração mais perceptível da arquitetura, seja das casas, das ruas, construções ou mesmo do "lá fora"; posteriormente, em "Um Mergulho No Passado", uma ilha italiana se tornava toda ela um ninho de tensões e climas, em torno de uma personagem quase muda, criando um efeito indescritível; no entanto, é em "Me Chame Pelo Seu Nome" que está o miolo dessa ideia, ainda mais íntima, ainda mais frágil e ainda mais devastadora. Essa ideia de que a natureza dos personagens, quando flerta com a natureza do espaço, revela os reais sentimentos que descortinam nossa identidade e o que pode haver de mais libertário nesse abismo que somos nós. 

Repare, no ângulo perceptivo da frase acima, como os sentidos do espectador se confundem, articulando magistralmente a noção de expectativa sobre a relação de Elio e Oliver, todas as vezes em que eles estão no espaço de seus quartos, com portas que se abrem e fecham entre os cômodos, as quais em determinados momentos você não sabe ao quarto de quem, de fato, elas levam ou pra onde, de fato, elas dão. Repare ainda, numa sequência quase antológica, de poucos mais de 4 minutos sem cortes, quando ambos estão prestes a se revelar um ao outro e, entre eles, a existência de um monumento à 1ª guerra inspira uma célebre troca de palavreados entre os dois. Oliver questiona o que Elio, dotado de tanto conhecimento, porventura viria ainda a não saber e Elio, tratando de abocanhar a deixa das respostas não ditas, enquanto completam a volta ao redor do monumento, passa a sussurrar ininterruptamente "porque eu queria que você soubesse", ao som de "Une Barque Sur L'Ocean", de Ravel. O resultado da equação de tais ferramentas narrativas orquestradas pela direção de Luca Guadagnino, é como o resultado de quando o juiz bate o martelo efetuando o encerramento do tribunal, ou seja, é fatal.

Tal fatalidade se dá, em "Me Chame Pelo Seu Nome", com a contribuição da força exercida por exatamente toda a "mis-en-scene" criada por Luca Guadagnino. Mas, assim, exatamente toda mesmo. O depósito que a visão de Guadagnino e o texto de James Ivory, que ambos exploram brilhantemente do texto do autor André Acimam, encontra no cenário italiano, encontra na forma como aquele "algum lugar no norte da Itália em 1983", a postura ideal para a câmera naturalista do cineasta, que por sua vez, proporciona a tendência de Elio por sua natureza. Ao que tudo indica, essa equação expressa aqui, continuava inexistente no cinema contemporâneo, até o surgimento de Guadagnino. Aliás, guardadas as devidas proporções, quem vinha vivendo um flerte com essa forma de conjugar a "mis-en-scene", do espaço ao texto, foi outro italiano, Paolo Sorrentino, na obra-prima "A Grande Beleza". Repare também como a Itália serve (como outrora no cinema), da luz do sol durante seus dias, as sombras de suas noites, como o melhor lugar para sua vida nunca mais ser a mesma e para que amores de verão afetem, sem volta, sua história. Nenhuma outra paixão, por mais devastadora que seja (e o nível das que, nesse sentido vi no cinema nos últimos anos, foram de "Namorados Para Sempre" á "Alabama Monroe" e "Azul É A Cor Mais Quente"), nenhuma outra tem um cenário tão fulminante como a paixão entre Elio e Oliver tem. 


É preciso reparar também como esse romance entre esses dois homens encontra a nitidez que Guadagnino continua protegendo em sua filmografia. Há sempre uma ruptura cultural violenta, de algo tradicionalmente transmitido pela sociedade, na ideia de como a idade dos condutores das tramas de Guadagnino é  discrepante. Essa ideia, aliada vorazmente ao registro quase idealizado do romance entre esses dois homens, em "Me Chame Pelo Seu Nome", tem a potência de fazer ferver a experiência sensorial de quem assiste. A bem da verdade, vale sempre lembrar que, no cinema e na ciência da narrativa em si, o conflito é um de dois elementos básicos (o outro é a descrição do personagem) cuja finalidade é o desenvolvimento nato da empatia entre o que se narra e o espectador. Por um momento questionei se havia uma sensação de inexistentes maiores conflitos entre Oliver e Elio, questionando se não é uma ideia equivocada que talvez também a vida possa ser assim, sem tantas pressões. Porém, o tal monólogo do pai ao final, esse sim antológico, desterrou qualquer fragilidade que eu suspeitasse existir na ideia do romance entre Oliver e Elio. De fato, pode ser um ideal, até para o que almejamos, mas, quando este pai que pertence (mais ou menos) a década de 50/60 (já que a história pertence a 83), diz com todo o amor do mundo que "inveja" o filho e que, no lugar dele, outros pais gostariam que tudo aquilo acabasse, dizendo ainda a máxima de que "tiramos muito de nós, para nos curarmos rapidamente de coisas, falindo-nos aos 30 anos"; quando você compreende esse monólogo inteiramente, você percebe então, como "Me Chame Pelo Seu Nome" faz sentido. E a cena final deste filme é devastadora, me fez sair do cinema chorando como criança.

" ME CHAME PELO SEU NOME " - Call Me By Your Name - Dir. por Luca Guadagnino - Itália/França/Brasil/EUA - 2017 - Distribuidora no Brasil: Sony - Exibidor para o Mais Cinema: Caixa Belas Artes

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sábado, 27 de janeiro de 2018

Sundance 2018: The Miseducation Of Cameron Post

Cineasta americana-iraniana, atriz da série "Girls", vence o grande prêmio de Sundance/2018, com filme sobre jovens em terapia de reversão sexual na década de 90



O grande prêmio do Festival de Sundance/2018 foi para o filme "The Miseducation Of Cameron Post", segundo longa metragem da cineasta Desiree Akhavan, nascida nos EUA e filha de iranianos, que, em 2014, passou por Sundance com "Appropriate Behavior", filme semi-autobiográfico sobre iraniana que se vê prestes a assumir sua sexualidade para os pais e que fora imensamente elogiado. Esta cineasta surgiu em 2011 com uma web-série chamada "The Slope", que ela fez junto com a ex-namorada e que chamou a atenção. Dirigiu seu filme de estreia em 2014 e, em 2015, caiu nas graças da 4ª temporada da série "Girls", justamente após ter sido comparada e chamada de "a nova Lena Dunham", dada as similaridades entre as duas atrizes e diretoras, em seu filme de estreia. Identidade, gênero, a transição da vida para um homossexual e a adolescência são os elementos que agora deram ao novo filme da cineasta o reconhecimento como o melhor filme da edição do Festival de Sundance deste ano. "The Miseducation Of Cameron Post" é estrelado por Chloe Grace Moretz, ao lado de Sasha Lane, Forrest Goodluck, John Gallagher Jr. e mostra a dor, a aversão, o humor e a confusão na vida de jovens adolescentes que estão num acampamento, cuja finalidade é reverter sua identidade, na década de 90. O filme é adaptado do romance publicado em 2012 pela escritora Emily M. Danforth. Segue a premiação completa do Festival de Sundance/2018:

U.S. DRAMATIC COMPETITION

Grand Jury Prize: “The Miseducation of Cameron Post”
Audience Award: “Burden”
Directing: Sara Colangelo, “The Kindergarten Teacher”
Waldo Salt Screenwriting Award: Christina Choe, “Nancy”
Special Jury Award for Outstanding First Feature: Reinaldo Marcus Green, “Monsters and Men”
Special Jury Award for Excellence in Filmmaking: “I Think We’re Alone Now”
Special Jury Award for Achievement in Acting: Benjamin Dickey, “Blaze”

U.S. DOCUMENTARY COMPETITION

Grand Jury Prize: “Kailash”
Directing: Alexandria Bombach, “On Her Shoulders”
Audience Award: “The Sentence”
Special Jury Award for Social Impact: “Crime + Punishment”
Special Jury Award for Creative Vision: “Hale County This Morning, This Evening”
Special Jury Award for Breakthrough Filmmaking: “Minding the Gap”
Special Jury Award for Storytelling: “Three Identical Strangers”

WORLD CINEMA DRAMATIC COMPETITION

Grand Jury Prize: “Butterflies”
Audience Award: “The Guilty”
Directing Award: Ísold Uggadóttir, “And Breathe Normally”
Special Jury Award for Acting: Valeria Bertucecelli, “The Queen of Fear,”
Special Jury Award for Screenwriting: Julio Chavezmontes & Sebastián Hofmann, “Time Share”
Special Jury Award for Ensemble Acting: “Dead Pigs”

WORLD CINEMA DOCUMENTARY COMPETITION

Grand Jury Prize: “Of Fathers and Sons”
Audience Award: “This Is Home”
Directing Award: Sandi Tan, “Shirkers”
Special Jury Award: Steven Loveridge, “Matangi/Maya/M.I.A.”
Special Jury Award for Cinematography: Maxim Arbugaev, Peter Indergand “Genesis 2.0”
Special Jury Award for Editing: Maxim Pozdorovkin & Matvey Kulakov, “Our New President”

OTHER AWARDS

NEXT Audience Award: “Search”
NEXT Innovator Award: “Night Comes On” AND “We the Animals”
Alfred P. Sloan Feature Film Prize: “Search”
Sundance Institute NHK Award: Remi Weekes, “His House”
Sundance Institute/Amazon Studios Producers Awards: Katy Chevingy & Marilyn Ness (“Dark Money”) AND Sev Ohanian (“Search”)
Sundance Open Borders Fellowship Presented by Netflix: Talal Derki (“Of Fathers and Sons”) AND Chaitanya Tamhane AND Tatiana Huezo (“Night on Fire”)

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Primeiras Impressões: Todo O Dinheiro Do Mundo

3 Observações



~ Ridley Scott. Lenda viva do cinema. Ele tem 80 anos de vida  e mais de 50 anos de carreira. Diante disso, com todo respeito e amor, e levando em conta o pouco de cinema que estudei até aqui, nesses 31 anos, penso eu que sou incapaz de me virar para um filme como "Todo O Dinheiro Do Mundo" (que assistimos na última terça-feira em Sao Paulo e que estreia nos cinemas em 1º de Fevereiro) e dizer "esse filme tem esse problema..." ou "o problema desse filme é...". Não! E, na verdade, o filme é bom, aliás, é muito bom mesmo! Ridley Scott, a esta altura da carreira, questiona "mitos" da sociedade moderna. Através da imagem de homens, quase que incompreensíveis, como John Paul Getty, icônico magnata do petróleo da década de 70, este cineasta transmite, através de uma linguagem fresca, de acabamentos perfeitos e enquadramentos excepcionais (juro, uma aula de cinema), há que tantas consentimos a decadência da sociedade. 

~ No entanto, se há alguma sensação de "rastejo" em partes da história narrada em "Todo O Dinheiro Do Mundo", afirmo que são incapazes de comprometer ao filme diante do domínio cênico de Michelle Williams. Ela é, verdadeiramente, um "monstro" em cena. O extraordinário Christopher Plummer está indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, mas aqui iniciaremos o nosso lamento anual aos nomes ignorados ao Oscar, lamentando que Michelle Williams não tenha sido indicada, pois, honestamente, tanto mais que Plummer, Williams merece destaque. A trama da mãe que se impõe e permanece firme em provar um absurdo, que o filho preciso ser resgatado do sequestro em que foi vitimado, em Michelle Williams ganha contornos fatais. (esse filme é uma distribuição da Diamond Filmes e estreia no Brasil em 1 de Fevereiro)

~ Mais do que isso (e mais uma prova do pesar  por Williams não ter sido indicada ao prêmio máximo do ano), faz todo o sentido do mundo uma personagem mulher resistente, vista em confrontos, seja por dinheiro, seja pelo sogro ou seja contra o que lhe dizem; faz todo sentido do mundo essa personagem ser uma alma num filme, de onde Kevin Spacey foi demitido por acusações de abusos sexuais e foi brilhantemente substituído por Christopher Plummer. Faz todo o sentido do mundo que Michelle Williams tenha compreendido sua personagem desta forma e tenha atuado com a maior autenticidade possível! E faria muito mais sentido (acredite!) se Plummer não fosse indicado, mas se Williams fosse indicada. Viva Ridley Scott, viva!

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Primeiras Impressões: A Forma Da Água



~ Vou pedir licença e, com muito carinho, vou exclamar a minha convicção: é obra-prima. Agora, vou pedir uma segunda licença e, com respeito, vou "chover no molhado" e dizer: esse espetáculo visual estarrecedor deve-se ser compreendido, por quem tiver condições, na maior de tela de cinema que estiver ao nosso alcance e por dois fatos: porque, 1, sim, tem uma direção artística que vai de impecável a "milagre"; porque, 2, todo o abismo visual obtido aqui tem função de se juntar a narrativa, não é um preciosismo banal, e isso é capaz de transformar completamente a imersão no cinema. 

~ A visão de Guillermo Del Toro, o olhar de visionário, atinge aqui um perfeccionismo nada agressivo e completamente agregado. O resultado operístico deste filme renova várias tradições, tanto no âmbito do cinema, quanto no âmbito literário, na ideia do monstro, do vilão, do "sonho americano", do "felizes para sempre" e do beijo derradeiro (aquele que acorda a princesa do sono profundo). Tais visões são alcançadas sem as pieguices, sejam dos clichês, dos estereótipos ou do amor romântico. É um conto altamente surpreendente. 

~ E fica a celebração da atuação hipnótica de Sally Hawkins, de inesquecível a conquistadora, se tornando "a princesa muda". Fica a alma deste filme, dentre tantos carismas, toda calcada na graciosidade e, neste sentido, há de se fazer a observação que Guillermo, de fato, dá um grande passo e extrai toda narrativa de um elemento diferente de sua primeira obra-prima, "O Labirinto Do Fauno", que era um poço de inocência. Este é um abismo de graciosidade. Está, literalmente, em estado de graça. Semana que vem apresento meu comentário completo e na íntegra. 

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domingo, 21 de janeiro de 2018

O Pacto de Adriana

"Reze para nunca estar no lugar de Lissette Orozco. Nunca!"



Pense no membro de sua família que você mais ama. Traga na memória a imagem daquela pessoa de sua família que lhe serve de "ídolo" e em quem você talvez encontre sua maior referência. Pensou? Você conseguiria encarar, se fosse um fato, que essa mesma pessoa ajudou a construir a história de uma das piores ditaduras que se tem notícia, cujo "lema" era de "não deixar ninguém de fora" e manchar as mãos de sangue? Compreenda aqui o tal "pacto". Talvez pra você esse "simples" exercício de imaginação seja difícil, mas para a cineasta chilena Lissette Orozco, o exercício escapou o âmbito da imaginação, tornou-se uma realidade e se transformou num pesadelo absoluto, que ela conseguiu registrar gradativamente, desde as primeiras suspeitas.

A sobrinha Lissette tinha em sua tia Adriana Rivas, carinhosamente chamada de Chany, a sua maior ídola. Tal imagem iniciou processo de desmoronamento quando, em 2007 foi presa, sob acusação de ter participado da ditadura de Pinochet. Não que ela tivesse participado ao largo, pelo contrário, ela teria sido da DINA, polícia política de Pinochet; mais do que isso, fora funcionária do general Manuel Contreras e, sim, teria experienciado a prática de sequestrar, torturar e assassinar. E lá foi Lissette Orozco, contrariando tantas expectativas, como que investigar por conta própria o que haveria de realidade na história da tia. Quanto mais se esforçava em sua investigação pessoal, enquanto poderiam pesar alegações de inocência, tanto mais por outro lado surgiam evidências factíveis do terrível envolvimento de Adriana. 

Este documentário tem a potência de um "indicado ao Oscar", de tão impressionante que se torna. Uma coisa é você assistir uma obra de alguém que, externamente, se decide a falar sobre ditadura e tortura. No entanto, outra coisa, extremamente mais poderosa, é um familiar fazer tal descoberta e dolorosamente se dispor a mergulhar numa ferida, que continua doendo em praticamente todos os países que viveram ditaduras terríveis. Durante "O Pacto de Adriana", é curioso ver a própria Adriana se defendendo veementemente para a sobrinha e é ainda mais impactante presenciar as nuances de decepção no rosto de Lissette. A tia dava depoimentos a sobrinha, acreditando que o resultado do que viria a se tornar tal documentário, ajudaria a provar sua inocência, porém o que ocorreu foi o contrário, arrependendo-se depois até de sua contraditória participação nos registros do documentário.

"O Pacto de Adriana" é também um resultado formidável de cinema intuitivo. A cineasta resolveu documentar suas ações sem saber para onde ir, partindo de um plural de linguagens, de todo tipo de câmeras e sem nenhuma ideia de como terminar a película. Foram 5 anos de um tormento filmado, de uma desilusão, de uma atitude honesta que doeu (e continuará doendo) e é importante que se frise assim. É também o encontro de uma vida, a de Lissette, que se destrói em frente das câmeras,  com a história de um país, resultando assim em mais uma perspectiva que ajuda a mapear o inferno desta história. Merecidamente, o documentário venceu o prêmio da paz no Festival de Berlim 2017, venceu o prêmio de melhor filme da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e entrou em cartaz, com exclusividade, no Cinesesc. 

" O PACTO DE ADRIANA " - El Pacto de Adriana - Dir. por Lissette - Chile - 2017 - Distribuído por JF Filmes e exibido no Cinesesc - #52FilmsByWomen 

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No Clima Do Oscar 2018

10 anos da vitória de Marion Cotillard 



Há 10 anos atrás, numa interpretação inquestionavelmente memorável, a nossa querida francesa Marion Cotillard entrava, de fato, para a história do sétima arte. Em mais um momento miraculoso da mais pura grandeza do cinema, a atriz proporcionava quase que um efeito mediúnico ao desaparecer completamente e fazer surgir aquele que é, provavelmente, o maior nome da música francesa de todos os tempos, Edith Piaf. Dizer isso, ou assistir novamente ao filme "Piaf - Um Hino Ao Amor" e testemunhar até onde Marion Cotillard conseguiu chegar, me arrepia completamente (sem brincadeira). A atriz interpreta o monstro que Piaf foi desde a juventude da artista, até seu último dia de vida e o resultado de sua interpretação tem menos a ver com a assombrosa transformação física ou com o detalhe de como ela dubla perfeitamente as canções, mas, sobretudo, tem a ver com esse evento raras vezes alcançado no cinema: desaparecer completamente e, literalmente, "ser" a personagem. Em 2008, Marion concorreu com: 

Cate Blanchett em "Elizabeth - A Era De Ouro"
Julie Christie em "Longe Dela"
Ellen Page em "Juno"
Laura Linney em "A Família Savage"

Quem será a grande vencedora do Oscar em 2018?

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sábado, 20 de janeiro de 2018

Hoje: os 72 anos de David Lynch



É uma unanimidade e todos concordam: David Lynch é, por excelência, um dos maiores cineastas de todos os tempos. Também é uma unanimidade entre todos nós que os delírios e as distorções mais sublimes das narrativas, sejam elas para o cinema e ou para a Tv, saíram até hoje da mente de David Lynch e que há nenhum outro se compara. 

O cinema celebra hoje os 72 anos dessa lenda viva, pela qual a história do cinema atravessa, se tornando assim um de seus patrimônios. Exalto nesse dia especial o documentário "David Lynch - A Vida De Um Artista", que se dedica a compreender a história do cineasta, narrado por ele mesmo, passando por fragmentos de sua vida e por sua relação com sua filha, até lançar seu primeiro filme, "Eraserhead", em 1977. Acho  interessante que a figura de David Lynch é tão inquietante e imensa, que foram necessários 3 cineastas para produzir esse documentário desde 2012. Além disso, outro fato interessante, é que essa composição de David Lynch, formada pelo documentário, criou uma imagem vasta antes de sua carreira monumental como diretor, imagine então se a sua imagem fosse captada até os dias de hoje, ou seja, haveria de ser um documentário ininterrupto, de tão imenso que David Lynch é.

Em se tratando da riqueza da obra criada por Lynch, é incomparável como ele torna a "mise-en-scene" indecifrável e ao mesmo tempo de uma beleza, que passa deliciosamente pelo bizarro. Ao descobrir o mundo dos sonhos e seu onirismo, ele levanta o inconsciente, filma-o com um fluxo inquietante, ao mesmo tempo em que torce, distorce e retorce os sentidos, os raciocínios e os conflitos. Como se não bastasse marcar o cinema, foi marcar também na década de 90 a Tv, com a avassaladora "Twin Peaks", um feito raro e inédito, que assombrou toda uma geração e que retornou em 2017, alvejada em elogios.

Com 72 anos de vida e com mais de 50 anos de carreira, é difícil descobrir entre as obras-primas de David Lynch a que seja mais fatal; falamos de "Eraseread", "O Homem Elefante", "Veludo Azul", "Estrada Perdida", "Uma História Real", "Mulholland Drive - Cidade Dos Sonhos", "Império Dos Sonhos" e é uma obra mais engolidora que a outra. O documentário "David Lynch - A Vida De Um Artista" foi exibido nos cinemas distribuído pela Fênix Filmes, está disponível pelas plataformas digitais e, quando sair em DVD, será uma obra precisa a qualquer coleção de cinema e aos que se dedicam a amar e estudar David Lynch. Fato é que hoje celebramos seus 72 anos de vida, certos de que é vital a necessidade de David Lynch sempre presente.

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Os extraordinários desse dia 18:



71 anos de Takeshi Kitano - Dos maiores cineastas japoneses em atividade, este premiado diretor, ator, comediante e autor, já tem quase 40 anos de profissão. Talentoso, já transitou por vários gêneros e gerou obras-primas como "Hana-Bi - Fogos de Artifício" e "Aquiles e a Tartaruga" 

Cary Grant faria 114 anos - O britânico indicado a 2 Oscars e premiado com o prêmio honorário da academia, marcou a história do cinema em seus 34 anos de carreira como ator. Destacam-se seus dramalhões românticos, comédias e destaca-se sua atuação no memorável "Intriga Internacional" de Alfred Hitchcock. 

63 anos de kevin Costner - Eternamente lembrado pela grande direção e atuação em "Dança com Lobos", Kevin Costner já tem 37 anos de carreira. Marcou a vida de toda uma geração com "O Guarda Costas", vivendo uma paixão com a inesquecível Whitney Houston. 

58 anos de Mark Rylance - Este extraordinário ator britânico, recente vencedor do Oscar por "Ponte dos Espiões", já tem mais de 30 anos de carreira. Iniciou a carreira na Tv e depois foi para o cinema. Em 2017 marcou presença em "Dunkirk" e, em 2018, será visto em "Jogador Nº 1".

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Peculiaridades das grandes atuações de Frances McDormand



À esquerda, Frances McDormand em "Fargo", filme que lhe rendeu o Oscar como melhor atriz, na pele de Marge, uma chefe de polícia grávida, que continua como uma das personagens mais conquistadoras do cinema. À direita, Frances McDormand em "Três Anúncios Para Um Crime", filme que já lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz e pode lhe render seu segundo Oscar na mesma categoria, pela atuação como Mildred, que atravessa por uma grande tragédia e exige justiça; personagem que vem para marcar como uma das mais destemidas do cinema. Interessante notar que, em "Fargo", ela fazia parte da polícia e, em "Três Anúncios Para Um Crime", ela confronta a polícia e, em ambos os filmes, suas personagens tem um humor fatal. É dessas peculiaridades que o cinema se faz. Viva Frances McDormand, viva!

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Em Cartaz: LOU

" 'LOU' conta a história real de Lou Andreas-Salomé, intelectual alemã, que revolucionou sua época"



Mulher à frente do seu tempo, revolucionária e fora dos padrões sociais. Estas são algumas das definições que podem ser dadas à intelectual Lou Andreas-Salomé, que escandalizou a sociedade alemã no final do século XIX com a maneira com a qual quebrava as regras. O filme “LOU”, que está em cartaz desde 11 de janeiro, narra a sua trajetória pioneira.

Dirigido por Cordula Kablitz-Post, o longa traz a atriz Katharina Lorenz no papel da lendária escritora. Nascida em 1861, em São Petersburgo, Lou cresceu com a promessa de que nunca iria se apaixonar. Passou toda a juventude perseguindo a perfeição intelectual e arrasando corações de filósofos intelectuais com seu jeito audacioso e dona de si. Entre os homens que conquistou, estão os filósofos Paul Rée e Friedrich Nietzsche. Com Freud, ela aprendeu sobre psicanálise e reconheceu seus traumas de juventude.

Até que seu plano de se manter invicta ao amor foi por água abaixo quando conheceu o até então desconhecido escritor Rainer Maria Rilke, por quem se apaixona. “LOU” revela a vida aventureira da escritora, seus conflitos entre autonomia e intimidade e o desejo de viver sua liberdade.

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De Volta

"Primeiro longa metragem de cineasta libanesa entra em cartaz no Brasil"



Este filme é de 2015 e (ainda bem) vai entrar em cartaz no Brasil, distribuído pela Esfera Filme. A cineasta libanesa Jihane Chouaib dirige aqui a extraordinária Golshifteh Farahani, que interpreta Nada, que está voltando para casa. Ou ao menos é o que ela gostaria. Quando ela chega de volta ao Líbano, se dá conta que se tornou estrangeira em seu próprio país. Mas ainda há um lugar que pode chamar delar: uma casa abandonada, em ruínas, assombrada pela presença de seu avô que desapareceu misteriosamente durante a guerra civil. Algo aconteceu nesta casa. Algo violento. Nada é uma jovem mulher em busca desta verdade e em busca de si mesma. Este filme passou por vários festivais, desde 2015 e em 25 de Janeiro chega ao Brasil.

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Senhoras e senhores: o novo Gus Van Sant

"Ao som de 'Isolation', de John Lennon, novo filme da lenda viva, Gus Van Sant, tem Joaquin Phoenix e Rooney Mara, e promete comoção"



"Mala Noche", "Drugstore Cowboy", "Garotos de Programa", "Gênio Indomável", "Elefante", "Últimos Dias", "Paranoid Park" e "Milk - A Voz Da Igualdade", olha, é um desafio inviável decidir o nosso filme  predileto desse cineasta extraordinário que Gus Van Sant, que acabou de ser homenageado no Festival Mix Brasil, é! Agora ele retorna, depois de "O Mar de Árvores", que dividiu opiniões em 2015, com este filme chamado "Don't Worry, He Won't Get Far On Foot" (tradução literal: "Não se preocupe, ele não vai longe a pé"), uma história real e que, pelo que vemos no trailer, parece ser comovente. A Amazon lançou cartaz e trailer do filme, que será exibido na seleção oficial do Festival de Sundance 2018 e que parece também ir para o Festival de Berlim.

No filme, Joaquin Phoenix interpreta John Callahan, um alcoólatra que fica tetraplégico, após um acidente. Movido pela namorada interpretada por Rooney Mara e pelo personagem de Jonah Hill, ele entra para o AA e, posteriormente, se envolverá com desenhos, retomando seu sentido em viver e descobrindo o poder de cura da arte. O cineasta Van Sant adapta aqui a autobiografia escrita pelo próprio Callahan, em 1990, que depois escreveu uma segunda autobiografia e morreu em 2010. Callahan foi molestado aos 8 anos, começou a beber aos 12 e chegou a afirmar que usava o álcool para esconder a dor do abuso. O filme conta no elenco também com Olivia Hamilton, Jack Black e Beth Ditto; precisamos também falar da curiosidade em se ter um "segundo casal" formado por Rooney Mara e Joaquin Phoenix, que também estão exibindo uma dualidade no filme "Maria Madalena", que também estreia em 2017. "Don't Worry, He Won't Get Far On Foot" está previsto para Maio lá fora e ainda sem data no Brasil.

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