domingo, 31 de dezembro de 2017

Última publicação de 2017: A Bela da Tarde

"O impecável clássico de Luis Buñuel que chegou aos 50 anos em 2017 e que voltou aos cinemas para provar seu cânone restaurado em 4K."

FOTOGRAFIA FEITA NO CAIXA BELAS ARTES QUE EXIBE O FILME
O MAIS CINEMA FOI PRESENTEADO COM O CARTAZ

É uma oportunidade única e rara, principalmente para as novas gerações que já encontraram um norte no cinema, tomando por base o poder e a qualidade do cinema clássico, testemunhar nos cinemas a força de um filme como "A Bela Tarde", que mesmo após 50 anos de existência, permanece um patrimônio irreparável. 1967 foi um ano sem precedente para o cinema francês (bem como também no cinema mundial como um todo), de pérolas que não podem ser esquecidas, de Jacques Demmy, Godard, Resnais a Claude Lelouch, porém certamente o filme que impregnou incrivelmente no imaginário mais coletivo que se possa existir, é este filme de Luis Buñuel que entrega Catherine Deneuve no auge dos seus 23/24 anos de idade, num papel ousado da mulher sexualmente incerta (que ama seu marido) e que se torna a "bela da tarde" de um bordel. O cineasta espanhol, neste seu apogeu filmando na França, já com 37 anos, se decide por um filme que se aloca brilhantemente entre sonho e realidade, entre fetichismo e liberação sexual, captando também um filtro extraordinário da vida à época, das maneiras e dos espíritos daquela geração e sociedade. Uma onda conservadora ameaçaria os anos depois, alterando o tom das manifestações, mas perderia a força e por isso também "A Bela da Tarde" se deteve como um ícone. Esta obra-prima segue em cartaz nos cinemas, distribuído pela Zeta Filmes e restaurado com a melhor das definições em restaurações, a definição 4K. E assim o cinema celebra seu legado de 50 anos. 

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" A BELA DA TARDE " - Belle de Jour - Dir. por Luis Buñuel - França - 1967 - Distribuidora no Brasil de cópia restaurada: Zeta Filmes - Exibidor para o Mais Cinema: Caixa Belas Artes

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As pérolas desse dia 31:



Anthony Hopkins chega aos 80 anos de vida, 4 vezes indicado ao Oscar e com 1 vitória por "O Silêncio dos Inocentes" e com quase 60 anos de carreira;

Sir Ben Kingsley chega aos 74 anos de vida, 4 vezes indicado ao Oscar e com 1 vitória por "Gandhi" e com 50 anos de carreira;

Val Kilmer chega aos 58 anos de vida, com mais de 30 anos de carreira;

Gong Li chega aos 52 anos de vida, com quasse 30 anos de carreira;

Taylor Hackford, cineasta de "Ray",  2 vezes indicado ao Oscar e com 1 vitória por "Teenage Father", chega hoje aos 73 anos de vida e com quase 50 anos de carreira.


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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Bright: Superprodução da Netflix agrada!

"Super-produção da Netflix agrada!"

Disponível na Netflix

Este filme tem uma ousadia muito interessante porque, quando você acha que ele não vai se levar a sério, ele se leva. Afinal,  a história de uma Los Angeles onde criaturas como orcs, elfos, dragões,  que convivem entre negros, brancos, latinos, asiáticos, poderia lhe parecer somente uma fantasia qualquer, brilham neste filme, como elementos misturados ao realismo das ruas e que mergulham conscientemente em gênero e subgênero. E sem perder o bom humor. Mas não há uma alegoria tão grande assim em como há entre as comunidades dessas criaturas uma rivalidade ou em como o personagem do policial vivido por Will Smith é perseguido devido a sua criatura parceira ser o primeiro orc policial, uma combinação tida como improvável.

No entanto, o "barato" deste filme é mostrar toda sua roupagem de fantasia, num âmbito policial, com a esperteza de desenvolver bem a narrativa. Há os clichês de filmes de duplas policiais, mas há uma trama mágica de perseguição prestes a se instaurar em qualquer momento, ainda mais quando surge em cena a atriz Noomi Rapace, como uma Elfa de dar medo. Interessante também que essa é a comentadíssima superprodução da Netflix, que oferece para o diretor David Ayer uma liberdade criativa por onde ele se sai muito melhor, depois da tortura que foi sua direção em "Esquadrão Suicida". Além de Will Smith, "Bright" coloca ao lado do ator o extraordinário Joel Edgerton, como a criatura orc mais honesta que você poderia imaginar.

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O cinema nesse dia 29:



Patricia Clarckson, 1 vez indicada ao Oscar ("Do Jeito Que Ela É"), chega aos 58 anos de idade; 

Jennifer Ehle, 2 vezes indicada ao BAFTA, chega aos 48 anos;

Lily Wachowski (de "Matrix" e "Sense 8") chega aos 50 anos; 

Mary Tyler Moore faria 81 anos hoje; 

Diego Luna chega aos 38 anos; 

Jude Law chega aos 45 anos; 

e Jon Voight, vencedor do Oscar ("Amargo Regresso") e pai de Angelina Jolie, chega aos 79 anos de idade.

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A Primeira Noite De Um Homem

Com um novo cartaz, clássico volta aos cinemas em 4 de Janeiro



É uma celebração! Para celebrar os 50 anos de existência de uma das obras-primas de Mike Nichols, senão a maior, a distribuidora Zeta Filmes retorna o filme aos cinemas, em cópia assombrosa restaurada em acabamento 4K, ou seja, vai ser uma oportunidade única.

Dustin Hoffman tinha 30 anos de idade e recebeu sua primeira indicação ao Oscar. O diretor Mike Nichols tinha 36, estava ainda na atmosfera dos pensamentos, com seu filme anterior de estreia, a obra-prima "Quem Tem Medo De Virginia Woolf?", indicado a 13 Oscars e vencedor de 5. E, de repente, surgem com um filme avassalador, ousado, escancarando tensões sexuais, formulando um triângulo amoroso provocador e tirando as tintas aguadas que pintavam uma vida doméstica de fazer inveja  a qualquer boneco de cera. E esse filme ainda vinha embrulhado por uma trilha sonora de cair o queixo de Simon e Garfunkel. Foi um furor, deu a Mike Nichols o Oscar de melhor diretor e não perdeu a vitalidade, o que poderá ser visto em 4 de Janeiro nos cinemas.

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Senhoras e senhores: 63 anos de Denzel Washington



Pelas deusas e deuses do cinema, o que se tornou esse homem? Ator, diretor, produtor, arranjador, vencedor de 2 Oscars (na foto sua vitória com o Oscar de melhor ator em 2002 em "Dia de Treinamento", 12 anos depois de ter vencido seu primeiro Oscar como ator coadjuvante por "Tempo de Glória"), numa carreira com praticamente 40 anos em 2017 (mas atuou pela primeira vez aos 7 anos de idade), que acumula  8 indicações ao Oscar (e pode ser indicado novamente em 2018 por "Roman J. Israel Esq.") e 9 ao Globo de Ouro. Ele é 1  dos, agora quase 20, negras e negros premiados com o Oscar, é um ícone de respeito e seriedade, e de luta por respeito. Já afirmou ter negado beijar atrizes brancas, em protesto sobre como atrizes não são preteridas e já recusou papéis por conta do racismo. Este é Denzel Washington e o cinema celebra hoje os seus 63 anos de idade!

Também hoje: Noomi Rapace chega aos 38 anos de vida; Sienna Miller aos 36; Maggie Smith aos 83; Stan Lee aos 95 anos; André Holland aos 38 anos; e F. W. Murnau faria 129 anos de idade.

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O Rei do Show

"Bons caminhos, um bom tom e uma sensação de "indústria" que me incomoda. Num todo, me simpatizo com o resultado!" (🌟 🌟 🌟)

FOTOGRAFIA FEITA NO MULTIPLEX ITATIBA MALL PARA ESTA DIVULGAÇÃO
CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO

🌟 Se você abrir bem os olhos, e prestar bastante atenção, vai perceber como este filme de estreia do diretor Michael Gracey vai ficando, em suas equações, entre uma coisa e outra, sem essa originalidade toda que, em algum momento, vendeu. É certo que funciona na maioria das suas propostas, é certo que com o talento incansável de Hugh Jackman é impossível que a plateia não se envolva e é certo também que com a qualidade musical obtida aqui (canções compostas por Justin Paul e Benj Pasek, que acabaram de ganhar o Oscar por "La La Land"; coreografias precisas do australiano Ashley Wallen; e um texto escrito por Jenny Bicks [de "Sex and The City] ao lado do diretor Bill Condon, veterano que escreveu o filme "Chicago" e dirigiu "Dreamgirls") funcione, no entanto, pra mim, a atmosfera de vitrine pairava, em muitos momentos, como um veneno. E, creio eu  que, com a velha convicção que a vida oferece, de tanta coisa que se repete no cinema (e na vida); que funcionar não basta, então, em algum momento não vai bastar e muitos envenenamentos tem essa função, a de nos confundir a identificar quando "não basta".

🌟 Esta é uma história sobre o homem chamado P. T. Barnum, da reta final de 1800, que foi um pioneiro do espetáculo de variedades, interessado em gente fora de qualquer padrão e à margem da sociedade, transformando-os em atrações genuínas, o que se tornaria sua fundação chamada "Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus". O filme do cineasta Michael Gracey pincela a infância de Barnum, encontra aí a saída para uma música belíssima chamada "A Million Dreams", que faz a transição para a vida adulta, com Jackman ao lado de Michelle Williams e depois segue para a "iluminação" de Barnum em compor um espetáculo com as pessoas "excêntricas" que ele encontra. Também, lá pelas tantas, surgem conflitos pessoais de Barnum a respeito de seu casamento e surgem conflitos referentes ao circo. Ou seja, é um texto com um esqueleto típico americano. Quanto ao filme musical que há aqui, que transforma a história sob essa licença poética, é todo feito de números coreografados e me desagrada quando tenho a impressão de que a edição vai transformando esses números num "pop clip". 

🌟 Mas há de se entender, além do desejo ardente da temporada em transformar "O Rei do Show" num dos seus filmes de vitrine, o apelo emocional americano. Em Maio de 2017, depois de quase 150 anos de atividade, o "Barnum Circus" fechou e fechou sob o assédio de sempre referente a acusações de exploração e abuso animal. É bom a gente pensar que a indústria cinematográfica é também sempre uma união do que lhe é útil ao que lhe é agradável. Mas o que quero observar de verdade são duas coisas: primeiro essa ousadia em se ter Michelle Williams tão "apagadinha", mesmo com todo o brilho que jogam sobre ela e ela terminar assim, só na presença mesmo; e, segundo, observar como me lembrei dos musicais de Baz Luhrmann. Para que fique registrado, curiosamente "O Rei do Show" é um filme enxuto, com bons caminhos, cativante, de bom resultado, mas, ao meu ver, não basta e não deixa de ser um reflexo de indústria.

" O REI DO SHOW " - The Greatest Showman - Dir. por Michael Gracey - EUA - 2017 - Distribuidora no Brasil: Fox

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

[ Oficial ] Os Iniciados: 1 dos 9 pré-indicados ao Oscar2018 de melhor filme estrangeiro



"Os Iniciados" ("Inxeba"), representa a África do Sul, numa co-produção do país entre Alemanha, Holanda e França. É o primeiro longa do diretor John Trengove, marido do cineasta brasileiro Marco Dutra (de "Trabalhar Cansa" "Quando Eu Era Vivo" e "As Boas Maneiras"), foi exibido em Setembro no festival indie e tem produtor brasileiro, Elias Ribeiro da produtora Urucu. O Longa está entre os 9 pré-selecionados para o prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar 2018 e sua estreia está prevista para 18 de janeiro. 

A trama se passa no Cabo Oriental, na África do Sul, onde Xolani, um solitário operário, ausenta-se de seu trabalho para ajudar nos ritos de circuncisão Xhosa de iniciação à masculinidade. Em um remoto acampamento em uma montanha, jovens se recuperam enquanto aprendem os códigos masculinos de sua cultura. Neste ambiente de machismo e agressão, Xolani cuida de Kwanda, um rebelde novato de Joanesburgo, que questiona os códigos patriarcais de iniciação, enquanto o próprio Xolani sofre entre seu mundo familiar tradicional e sua própria realização.

O diretor John trengove nasceu em 1978 e mora em Joanesburgo, na África do Sul. Após estudar na Tisch School of the Arts em Nova York, dirigiu programas de televisão, documentários e comerciais. Sua minissérie Hopeville recebeu o prêmio Swiss Rose d'Or de melhor drama e foi indicada ao Emmy em 2010. Dirigiu a peça The Epicene Butcher que recebeu o prêmio de Melhor Produção Internacional no Fringe Amsterdam (2012). Seu curta iBhokhwe foi exibido na Berlinale (2014) e em mais de 20 festivais. Os iniciados é seu longa de estreia.

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Historietas Assombradas - O Filme

"Menção honrosa da 'Mostra Geração' no 'Festival do Rio 2017'"

CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO PELO CINEMARK PARA ESTA DIVULGAÇÃO


“ HISTORIETAS ASSOMBRADAS - O FILME ”, de Victor-Hugo Borges, baseado na série de TV homônima, exibida pelo Cartoon Network, está disponível via plataformas de exibição em streaming. Antes de chegar às telonas de todo Brasil, o filme foi exibido no Festival do Rio/2017, com menção honrosa da mostra geração.

 “Construir uma "historieta" num formato longa era um sonho de nossa equipe, visto que assim temos a chance de expandir o universo estabelecido pela série na TV. Também, tivemos a possibilidade de detalhar melhor a história prévia de personagens cujo formato curto de TV não permite. Com o longa exploramos o passado de Pepe e de sua "raça". Como a Vó o encontrou e os motivos dela ter o acolhido. É um "filme família" cujo tópico principal é família, mesmo que seja uma família bem esquisita (risos).”, dia o diretor Victor-Hugo Borges.

No longa, Pepe é um garoto de 12 anos que mora com a avó bruxa. Ao descobrir que é adotado e que seus pais verdadeiros estão vivos, ele resolve procurá-los. Mas essa busca pelos pais vai chamar a atenção de Edmundo, o vilão dessa história toda. Por ser biomecânico, ele precisa de usar a energia de Pepe para conquistar a imortalidade para sua espécie.  

Primeiro longa de animação de Victor-Hugo Borges, “HISTORIETAS ASSOMBRADAS - O FILME” é produzido pela Glaz, animado no Copa Studio e com distribuição da Vitrine Filmes. O filme baseado na já cultuada séria brasileira Historietas Assombradas (para Crianças Malcriadas), exibida no Cartoon Network e na TV Brasil com grande sucesso chegando a ser a maior audiência dos canais.   

“HISTORIETAS ASSOMBRADAS - O FILME” também ganhou o game “Historietas Assombradas - A Maldição de Skullheart” desenvolvido pela Pocket Trap e teve supervisão do próprio Victor-Hugo. O game contém vários elementos do filme, como cenários e personagens, mas sem dar spoilers da produção. O jogador terá que ajudar Pepe a escapar de armadilhas e combater os inimigos comandados pelo vilão mascarado, que quer capturá-lo a todo custo. Lançado no mesmo dia da estreia do longa, o jogo é gratuito e pode ser baixado nas plataformas iOS (iPhone, iPad através da App Store) e Android (disponível no Google Play).

Serviço
NOW (R$11,90) / VIVO PLAY (R$ 11,90) Google Play (Compra R$ 24,90 Aluguel R$6,90) iTunes (Compra US$6.99 Aluguel US$2.99) YouTube Filmes (R$6,90)

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" HISTORIETAS ASSOMBRADAS - O FILME " - Historietas Assombradas - O Filme - Dir. por Victor-Hugo Borges - Brasil - 2017 - Distribuidora no Brasil: Vitrine Filmes 



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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

[ Oficial ] Artista do Desastre: indicado a 2 Globos de Ouro/2018


A Warner lançou os cartazes e o trailer, materiais oficiais, da nova direção de James Franco, que está indicada ao Globo de Ouro/2018 nas categorias de "melhor filme de comédia ou musical" e "melhor ator em filme de comédia ou musical", essa indicação para o próprio James Franco. Seguem abaixo os detalhes deste filme, com estreia anunciada para 25 de Janeiro no Brasil. 

'Com Artista do Desastre, o diretor James Franco (“Último Desejo”, “O Som e a Fúria”) transforma a história real e tragicômica do aspirante a cineasta e infame pária de Hollywood, Tommy Wiseau – um artista cuja paixão era tão sincera quanto seus métodos eram questionáveis – em uma celebração da amizade, da expressão artística e de sonhos que se buscam contra as mais insuperáveis dificuldades. Baseado no livro best-seller de Greg Sestero, que conta todos os detalhes sobre os bastidores de um dos desastres mais geniais, clássico e cult - The Room (“O Melhor Pior Filme de Todos os Tempos”), Artista do Desastre é um hilário e oportuno lembrete de que há mais de uma maneira de se tornar uma lenda – e de que não há limites para o que você pode conquistar quando não tem a mínima ideia do que está fazendo.
Dirigido por James Franco, Artista do Desastre é estrelado por Dave Franco (“Vizinhos”, “Truque de Mestre”) como Greg Sestero; James Franco (indicado ao Oscar por “127 Horas”, a série “The Deuce”) no papel de Tommy Wiseau; Seth Rogen (“Vizinhos”, a trilogia “Kung Fu Panda”) como Sandy Schklair; Alison Brie (“Arrume um Emprego”, a série “Mad Men”) no papel de Amber; Ari Graynor (“Para se Divertir”, “Ligue...”) como Juliette Danielle; Josh Hutcherson (da série “Jogos Vorazes”) no papel de Philip Haldiman; e Jacki Weaver, indicada ao Oscar (“O Lado Bom da Vida”, “Cinco Anos de Noivado”) como Carolyn Minnott. 
O roteiro foi escrito por Scott Neustadter & Michael H. Weber (“(500) Dias com Ela”, “A Culpa é das Estrelas”), baseado no livro “The Disaster Artist: My Life Inside the Room, The Greatest Bad Movie Ever Made”, de Greg Sestero e Tom Bissell. Assinam a produção James Franco, Vince Jolivette, Evan Goldberg, Seth Rogen e James Weaver.  Os produtores executivos são Scott Neustadter, Michael H. Weber, Toby Emmerich, Richard Brener, Michael Disco, Dave Neustadter, Alexandria McAtee, Roy Lee, John Powers Middelton, Nathan Kahane, Joe Drake, Erin Westerman, Kelli Konop e Hans Ritter.
Na equipe de criação estão o lendário diretor de fotografia Brandon Trost (“Vizinhos”, “A Entrevista”); o designer de produção Chris Spellman (“Segurando as Pontas”, “É o Fim”); a editora Stacey Schroeder (“Popstar: Sem Parar”, “Sem Limites”) e a figurinista Brenda Abbandandolo (“Eu Sou Michael”, “Traumas de Infância”).  Dave Porter (da série “Breaking Bad”) compôs a trilha sonora de Artista do Desastre.'

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A Menina Índigo

"Filme se alonga, mas dá certo e transmite mensagem de renovação do mundo" (🌟🌟🌟)

FOTOGRAFIA FEITA NO CINEMA CAIXA BELAS ARTES PARA
ESTA DIVULGAÇÃO - CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO


🌟O diretor Wagner de Assis fez mais de quatro milhões de expetadores em 2010 com seu filme "Nosso Lar" e, em 2017, ele retorna sua direção interessada na espiritualidade, mas agora numa forma mais terna, por assim dizer. "A Menina Índigo" conta a história de uma dessas crianças consideradas "índigos", ou seja, acredita-se que essas crianças sejam dotadas de uma compreensão inteiramente humanista do ser humano, com a capacidade exclusiva de se colocar no lugar do outro e com um forte de sejo de ajudá-lo. Além disso, num campo espiritual, elas teriam um desenvolvimento elevado, podendo enxergar coisas que não enxergamos e até desenvolvendo capacidades de cura, como o caso da protagonista do filme de Wagner de Assis. A palavra "índigo", que tem a ver com uma tonalidade da cor azul, surge da crença de que essas crianças teriam sua aura (uma atmosfera de luz que envolveria a pessoa) colorida por esta forma.

🌟Sofia, a protagonista deste filme (a atriz Letícia Braga), tem um comportamento fora do padrão. Na escola ela não se encaixa, mas é perdida no meio das tintas e pintando tudo o que vê pela frente, que ela encontra o seu mundo. Os pais (a atriz Fernanda Machado e o ator Murilo Rosa) são obrigados a educá-la de outra forma, mas seus esforços vão ruindo e, sempre quando ambos se encontram, as discussões deixam a menina numa tensão de dar nos nervos. No entanto, algo de muito intrigante está acontecendo o tempo todo, que é quando Sofia toca alguém doente e essa pessoa é curada. Além disso, a profissão do pai jornalista, que tenta desvendar a corrupção entre políticos, mas que pra isso teria que acusar ao seu próprio pai, se vê ameaçada quando a filha caminha por se tornar a grande manchete. 

🌟Assim discorre o filme do cineasta Assis, com uma boa narrativa, que consegue manter o espectador intrigado o tempo todo. O filme fala de compreensão, de amor, fala do que nos afasta e consegue transmitir uma mensagem de que o mundo pode sim ser renovado. Somente que há de se considerar que nem sempre uma trama que se sustenta dessa forma, por mais de uma hora e meia,  tem em si só talento. Fica um pouco daquela impressão de que, ao mesmo tempo em que se está na esfera lúdica de uma criança, toda cheia das cores, talvez não se esteja dando forma a algo, de fato consistente. Nesse sentido, senti falta de um clímax mais arraigado. Precisa-se também salientar os grandes nomes desse elenco, como Xuxa Lopes, Paulo Figueiredo, Nizo Neto e o extraordinário Eriberto Leão. Considero o resultado do filme, olhando para a mensagem que conseguiu transmitir, um bom resultado. 

Palavra do diretor: “Este filme nasce de um interesse de falar destes novos tempos e contar a história de uma integrante desta nova geração. Não queremos fazer uma análise de cenário apenas ou defender uma tese, mas sim, a partir de alguma coisa nova, algo que nos impulsione, recarregar nossa porção de esperança num presente e futuro melhores. Mesmo com tantas crises, principalmente a falência ética e moral de boa parte da nossa sociedade, temos que respirar fundo e prestar atenção no que vem por aí. Torna-se fundamental então olhar nossas crianças com um outro olhar - e não com aquele olhar paternalista e assistencialista do passado”.

Serviço
Disponível a partir do dia 7 de dezembro no NOW (R$11,90) e também no VIVO PLAY (R$ 11,90) / Google Play (Compra R$24,90 Aluguel R$6,90) / iTunes (Compra US$6.99 Aluguel US$2.99).

" A MENINA ÍNDIGO " - A Menina Índigo - Dir. por Wagner de Assis - Brasil - 2017 - Enviado com exclusividade ao Mais Cinema dado lançamento do filme via plataformas de exibição em streaming. 

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domingo, 24 de dezembro de 2017

Minha crônica da vida: feliz Natal

Desde que tomei consciência da vida e da existência, minha "mensagem" de Natal tem se repetido e, ao que tudo indica, enquanto eu existir, me agrada que ela se repita. O bem mais precioso que temos, onde mora toda a dignidade humana, é a nossa história e não podemos mascará-la, ignorá-la, romantizá-la ou mesmo viver como se ela não tivesse existido e tais atitudes são também atitudes da mais bela aceitação. Eu, Daniel, como órfão de pai e mãe (e depois de família também), em datas como as de hoje, que geram noites como as de hoje, elevo meu pensamento a todas as pessoas que nasceram órfãs, que se tornaram órfãs ou que decidiram depois que o melhor para si era viver como órfãs. Entrego a união de minha existência a todas as vidas que, de uma forma ou de outra, foram abandonadas. Me uno a todas essas vidas que, consciente ou inconscientemente, vivem com este "fardo" e já explico porque não deixa de ser um "fardo". Minha mensagem é menos religiosa, porque não tenho vínculo religioso (mas respeito a religião e por isso meu "N" de Natal é maiúsculo) e tão somente empática, com a humildade e a misericórdia, que deveriam existir dentro dos seres humanos, sem necessidade de religião e antes de qualquer religião. 

Mas Daniel, por que é um "fardo"? A sociedade não gosta de falar em "abandono", não gosta de falar dos lugares onde falhou e, por isso, olha para situações assim, como as de órfãos, sempre com romantismo, tapeando e dizendo "mas veja, foi criada (o) com muito amor" e blá, blá, blá.... É verdade, eu mesmo, mesmo com tremendas dificuldades, fui criado com muito amor e devo a quem me criou o mesmo amor com que permaneceram comigo (porque precisamos lembrar que foi uma escolha). Da mesma forma, encaro minha história com a maturidade dos mais de 30 anos e com a segurança de olhar para minha história com uma lente e um filtro de cura. 

No entanto, não pensemos nós que isso isenta a pressão que a sociedade exerce sobre nossas vidas. Datas fictícias, como as de hoje, foram criadas para exaltar a família "tradicional", são datas onde se ouve "nossa família isso", "nossa família aquilo", dias em que as fotos mostram o máximo de quantidade de gente que uma família conseguiu reunir como uma ideal de felicidade e isso, querendo ou não, é um dos "fardos". É claro, não há nenhum problema e não há nenhuma "maldade" em que as famílias se reúnam, inclusive há famílias que se formaram, entre amigas e amigos, que foram se acolhendo e isso é lindo demais (é também onde me encontro). Porém, no que cabe a mim, com essas mesmas convicções, estou me lembrando hoje e elevando meu espírito a todas e todos que não tiveram a mesma "sorte". 

Meu desejo seria que, em todas as ceias, em todas as mesas, em todas as farturas que se observam em noites com as de hoje, que se pense em quem não nasceu, em quem foi privado ou em quem não se enquadrou na mesma "sorte" que o público das ceias da noite de hoje se encontram. Sei que muita gente não pensa assim, não gosta de pensar assim e respeito profundamente, mas alguém precisa fazer uma declaração como essa e, no caso, já há alguns anos, esse alguém tem sido eu. Feliz Natal a todos!

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Nos últimos dias, no cinema, tivemos:



No dia 22: os 55 anos de Ralph Fiennes e os 45 anos de Vanessa Paradis

No dia 21: os 69 anos de Samuel L.  Jackson; os 80 anos de Jane Fonda e os 48 anos de Julie Delpy

No dia 20: os 34 anos de Jonah Hill; os 57 anos de Kim Ki-Duk e George Roy Hill faria 96 anos

No dia 19: os 37 anos de Jake Gyllenhaal e os 54 anos de Til Schweiger

No dia 18: os 71 anos de Steven Spielberg; os 54 anos de Brad Pitt; os 39 anos de Katie Holmes; os 63 anos de Ray Liotta; os 56 anos de Sion Sono e George Stevens faria 113 anos

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Hoje: Um dos dias mais felizes da minha vida


Minha existência tem sentido com o cinema e com filmes. Não estou cabendo dentro de mim e não tenho palavras para expressar toda a minha alegria em, enfim, segurar em minhas mãos a edição em DVD de MOONLIGHT, que infelizmente não foi lançado no Brasil em mídia! Quero agradecer a amável amiga Marisa, que trouxe esse mega presente de Natal pra mim e que, assim, me dá a oportunidade de fechar 2017, com a glória do cinema do último ano, agora com lugar cativo na minha coleção. E, para minha alegria, esta edição em DVD vem com extras, dentre eles o próprio diretor, Barry Jenkins, comentando o filme, o que eu amo de paixão 
Não haveria, para mim, maior satisfação pra fechar 2017, segurando em minhas mãos o original de um dos filmes da década (digo com toda convicção e com toda abrangência que há nesta menção). " MOONLIGHT " é cinema de rara beleza, é o mais belo encontro do que de há de arte no cinema, com o que há de uma leitura urgente sobre a humanidade. A humanidade, aquilo que compõe a vida, a essência da dignidade que há sobre a vida humana, está em " MOONLIGHT ", como em nenhum outro filme 
Quero agradecer do fundo do coração a você Marisa por fazer desse dia, um dos dias mais felizes da minha vida, minha gratidão é de coração 

Primeiras Impressões: 120 Batimentos Por Minuto

CARTAZ ENVIADO PELA IMOVISION COM EXCLUSIVIDADE
AO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
DANIEL SERAFIM MAIS CINEMA
FOTOGRAFIA FEITA NO RESERVA CULTURAL

Poderoso, arrebatador, mas além disso, devastador. Todas as emoções e toda sensação de ter a alma rasgada, sentimentos promovidos de uma forma única pelo filme "Filadélfia", são atualizados em "120 Batimentos Por minuto", de uma forma lavada em originalidade, em humanidade e em conquista. Pense num filme conquistador. Pensou? Saiba, ele não é nem de perto tão conquistador quanto "120"

Você precisa saber que: provavelmente, depois de assistir "120", você não vai querer ver ninguém, não vai querer falar com ninguém e também não vai querer assistir mais nada. E, se eu pudesse, ficaria por, pelo menos, 1 semana. Tamanho o poder de atingir bem fundo suas emoções que esse filme tem. Isso também quer dizer que ele é muito bem feito, na direção, no texto, numa edição magistral e numa trilha sonora INESQUECÍVEL!

De tempos em tempo surgem obras que desestabilizam quem assiste, mas causam impacto ao falar com urgência sobre a Aids. E causam o mesmo impacto ao olhar para a força, para o companheirismo e para a potência da comunidade LGBTQ. Esse é um filme que eleva tudo isso as últimas consequências. É um filme sobre um grupo de ativismo, a ACT UP, na França, que na década de 80 enfrentaram a hostilidade política e morbidez das pesquisas que ignoravam a urgência violenta em fazer da Aids uma prioridade farmacêutica. E, enquanto isso, muitos morriam. Feito com esmero, esse filme é magistralmente dirigido por Robim Campillo que, em 2008, ajudou Laurent Cantet a escrever a obra-prima "Entre Os Muros da Escola". Basta. Assista 1 dos 10 melhores filmes de 2017.  

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domingo, 17 de dezembro de 2017

Dia 17 no cinema:

Sarah Paulson
43 anos de vida
3 vezes indicada ao Globo de Ouro; 1 vitória

A norte americana que se aproxima dos 25 anos de carreira, advinda da Broadway, que brevemente será vista em "The Post - A Guerra Secreta", é uma das presenças mais fortes dos últimos anos, em séries aclamadas como "Studio 60 on the Sunset Strip", "American Horror Story" e "American Crime Story". Também marcou presença em filmes aclamados como "12 Anos de Escravidão" e "Carol". Além do filme de Spielberg será vista também em "Oito Mulheres e um Segredo" e "Glass", de M. Night Shyamalan.

Milla Jovovich
42 anos de vida
Quase 30 anos de carreira

Nascida em Kiev, capital da Ucrânia, foi primeiro com os pais para Londres e depois para os EUA. Começou a carreira como modelo aos 12 anos de idade e posteriormente, aos 13, como atriz num filme para televisão. E o resultado foi que, de lá pra cá, não parou mais e é uma das atrizes mais queridas pelo público. Para além da carreira marcada em "Resident Evil", já foi dirigida por Wim Wenders em "O Hotel de Um Milhão de Dólares", por Luc Besson em "Joana D'Arc" e "O Quinto Elemento". Também realizou uma grande atuação em "Contatos de 4º Grau" e será vista em "Future World", de James Franco e "Hellboy", de Neil Marshall. 

Também hoje: Rian Jhonson chega aos 44 anos; Bill Pullman aos 64 anos; Claire Forlani aos 46 anos; Giovani Ribisi aos 43 anos; Eugene Levy aos 71 anos; e o cineasta Gregg Araki aos 58 anos.

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Star Wars - Os Últimos Jedi

"Nesse verdadeiro espetáculo, difícil e complexo, surgiram pontos baixos sutis, mas o resultado conseguiu envergar!" (⭐⭐⭐⭐)

FOTOGRAFIA FEITA NO CINEMA MULTIPLEX ITATIBA MALL
EXIBIDOR PARA O MAIS CINEMA
CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO

⭐Não se fala em outra coisa, tudo que foi texto acusou: "quem é Rian Johnson"?! Depois daquele filme arrebatador, com o qual cineasta J. J. Abrams retomou "Star Wars" e dilatou suas portas, o desafio do segundo filme seria desses incomparáveis do cinema. Coube ao cineasta Rian Johnson, de poucos filmes, que vinha de direções bem sucedidas, como em "Looper: Assassinos do Futuro" e na série "Breaking Bad", tomar em suas mãos essa "partitura" e regê-la à sua maneira. O resultado, a bem da verdade, é mesmo bem à sua maneira, com explicações demais, com uma linguiça marota tentando "ser enchida", mas (palmas para ele) não menos responsável por isso e amplamente espetacular. 

⭐E aqui vamos nós: corajosamente, o cineasta inicia seu filme, o qual também escreve, por outras pontas. Enquanto todo mundo esperava que surgisse em cena Rey e Kylo Ren, dando todo o tom da narrativa, depois daquele confronto atordoante, que encerrou o último filme e confronto que (obviamente) ali não teve uma conclusão derradeira, enquanto era essa uma expectativa, em "Os Últimos Jedi" o universo já está pegando fogo quando o filme começa. Mais do que isso, e esse é um grande trunfo desse filme (e trunfo dificílimo): tem dezenas de coisas acontecendo ao mesmo tempo. Então, que se pense na façanha assustadora que seria "meter a mão" num projeto que retomou um monumento do cinema e que fez isso, em J. J. Abrams, com a inteligência própria dos gênios do cinema. 

 ⭐Rey foi ao encontro de Luke Skywalker e encontrou um velho ranzinza; Poe Dameron (Oscar Isaac) se mete em tudo que é ataque, mas é advertido por Leia e bate de frente com a vice-almirante (Laura Dern, menos maravilhosa que sempre numa cor de peruca que não lhe caiu bem); Finn (John Boyega) encontra inesperadamente uma companheira para planos, a mecânica Rose (Kelly Marie Tran, em excelente atuação coadjuvante), com quem vai desativar um rastreador e também tentar ir ao encontro de Rey; paralelamente, a força está conectando Rey e Kylo Ren, gerando um "cabo de guerra" pra ver para que lado ambos podem pender; também Leia e Luke estão lá "chorando as pitangas" das consequências de suas impotências do passado; e, por fim, no clímax desse filme de duas horas e meia, sob um deserto branco/belíssimo, que ao pisar revela sua verdadeira cor, um vermelho-sangue, reina a grande nota dessa partitura: o confronto entre Kylo Ren e Luke Skywalker, e a "lição de moral" que se levanta dali.

⭐O que acontece nesse filme é o seguinte: primeiro que está explícita uma memória afetiva muito grande impressa pelo diretor Rian, tanto na reverência ao monumento que "Star Wars" é (e os fãs mais atentos perceberão dezenas de detalhes que não foram esquecidos), quanto numa certa magia (repare como é possível se lembrar de Luc Besson ou de "A História Sem Fim"). No entanto, fato é que a batuta de Rian Johnson não é como a de J. J. Abrams e está ausente o filtro do visionário, que (sem comparações) no filme anterior, assombrou mais em menos tempo. Para um filme de duas horas e meia, pelas deusas e deuses do cinema, o espetáculo foi alcançado e, em dados momentos, meus olhos se encheram de lágrimas, principalmente nas primeiras cenas de Carrie Fisher (a inesquecível Leia). Rey continua a dona da "p..." toda, John Boyega continua o dono da "p..." toda, mas, que fique claro a J. J. Abrams, que "eu não vou negar que sou louco por você, tô maluco pra te ver, eu não vou negar...". Ele volta a "Star Wars" no próximo filme, o Episódio IX. 

" STAR WARS - OS ÚLTIMOS JEDI " - Star Wars: Episódio VIII - The Last Jedi - Dir. por Rian Johnson - EUA - 2017 - Distribuidora no Brasil: Disney - Exibidor para o Mais Cinema: Multiplex Itatiba Mall 

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sábado, 16 de dezembro de 2017

Diário de um Blogueiro de Cinema: Star Wars - Os Últimos Jedi



*Itatiba, não esqueça de levar o balde 😍*

Que a força (e a resistência) esteja com vocês ❤⭐

Hoje é dia de conferir, no Multiplex Itatiba Mall, essa paixão. Agradecimentos ao Multiplex e a rede Cinearaujo ❤⭐

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Hoje: os 79 anos de Liv Ullmann


Um dos patrimônios vivos do cinema, atriz e diretora, que foi casada por 5 anos com Ingmar Bergman, saiu da Suécia e ganhou o mundo, quiçá o universo. Indicada a 2 Oscars, atuou em 57, mas a partir de 59 degringolou e não parou mais, numa carreira já com 60 anos de profissão. Em 1992 dirigiu seu primeiro longa e dirigiu roteiros de Bergman. Foi dirigida por outros nomes antológicos, como Bernt Amadeus Capra ("Ponto de Mutação"), László Benedek ("O Visitante Noturno") e Jan Troell ("Os Emigrantes"), que tiveram o privilégio de tê-la em seus filmes. Esta mulher grandiosíssima já fez afirmações dizendo se sentir como se tivesse 20 anos e também já fez afirmações sobre seu distanciamento com o cinema hoje, falando sobre a superficialidade dos filmes atuais e sobre sua preferência em dirigir teatro. Sua última e bem sucedida direção foi em "Miss Julie", filme com o qual deu a atriz Jessica Chastain e Colin Farrell a graça de serem dirigidos por ela. Ao todo, Liv Ullmann passou mais de 40 anos trabalhando com Bergman e, em suas memórias, diz que sente falta da mão do cineasta tocando a sua e que deveriam ter se falado mais, com ele que foi o pai de sua filha Linn Ullmann. O cinema celebra hoje seus 79 anos!

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pendular

"Considero inegável: um dos 10 melhores filmes brasileiros de 2017"

FOTOGRAFIA FEITA NO CINECESC POR OCASIÃO DA
RETROSPECTIVA DO CINEMA BRASILEIRO 2017
CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO

Neste filme da cineasta Julia Murat abundam abordagens sobre relação e abundam criatividade, originalidade e um vigor narrativo sem igual. Enquanto um casal de artistas acaba de se mudar para um novo lar, um grande galpão, a dividirem o espaço para seus exercícios, a relação dos dois reagirá de forma inesperada, resultando de um grande trunfo imposto pela cineasta à trama: até que ponto uma relação ocupa, do natural ao claustrofóbico, o espaço da outra pessoa. E o filme cresce vorazmente na medida em que surpreende suas obviedades, com as surpresas de sua narrativa,  onde estética está em função da dramaturgia e onde a concepção do veneno do amor romântico, transmitido culturalmente, se dissipa, destruído por uma visão urgente focada na pessoa. Cresce também pela atuação estupenda de Raquel Karro e de Rodrigo Bolzan; e eu diria que esse filme está para 5 grandes categorias, melhor filme, melhor direção, melhor atriz, melhor ator e melhor roteiro.

Logo, no filme que se incia com um casal delimitando o espaço com uma fita, prenunciando a um espectador atento suas metáforas, surge uma complexidade que foge da leitura que busca compreensão sobre o uso dessa linguagem. Dessa forma, você tem a perspectiva da cineasta que carimba seus temas sobre espaço, equilíbrio e relação, contrapondo a personagem bailarina/performática sobre um personagem escultor, através de cenas e sequências belíssimas de ambos em suas artes. Porém, a certa altura, quando vem a pressão, sob um sentimento que seja ele honesto ou não, do homem pedindo um filho, explodem as imagens sufocantes da mulher vivendo seus conflitos, implicada nas prisões transmitidas as relações e sentindo na pele os machucados do conflito violento que se instaura. Violento não no sentido físico, mas no sentido emocional e o filme se sobressai na implícita claustrofobia, em ser filmado num único local e com esses personagens, na maior parte do tempo, dividindo o espaço. 

É a maneira como "Pendular" demonstra sua inteligência em "purificar" o uso da linguagem. Ao mesmo tempo em que é cinema que se estende para a dança e para a escultura, alvejado em suas referências (Marina Abramović, Trisha Brow, Pina Bausch, Elisa Bracher), é também um filme que poe no lugar de fala outro grande tema: a liberdade. E essa é uma visão que se comunica com a urgência da sociedade. Ao colocar personagens que nem mesmo eles sabiam que iriam reagir da forma que reagem na convivência e tratar de suas reações intensas, a cineasta escreveu-os de forma que não abandonassem sua essência. É extremamente lindo ver a personagem se enxergar grávida, pensar no aborto e proteger sua liberdade como mulher. Da mesma forma é extremamente lindo ver a grande obra que ele faz pra ela, um disco em movimento que só se move em função do corpo, uma atitude que exclama sua compreensão de como andou a relação entre os dois. Também, em determinado momento, invertem seus "papéis" no sexo e é ela quem se satisfaz "comendo" ele, com a naturalidade do prazer que devia viver. E "Pendular" é assim um grande filme, grande vencedor do prêmio FIPRESCI do festival de Berlim 2017 e, pelo menos pra mim, 1 dos 10 melhores filmes nacionais de 2017. 

" PENDULAR " - Pendular - Dir. por Julia Murat - Brasil - 2017 - Distribuidora no Brasil: Vitrine Filmes - Visto na "Retrospectiva do Cinema Brasileiro 2017" no Cinesesc 

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Os 9 pré-indicados ao Oscar a melhor filme estrangeiro:


NA IMAGEM: meus 3 maiores destaques até o momento 
1 - "The Square", de Ruben Östlund , pela Suécia 
2 - "Uma Mulher Fantástica", de Sebastián Lelio, pelo Chile
3 - “Félicité”, de Alain Gomis, pelo Senegal
4 - "Corpo e Alma", de Ildikó Enyedi, pela Hungria
5 - "O Insulto", de Ziad Doueiri, pelo líbano
6 - "Em Pedaços", de Fatih Akin, pela Alemanha 
7 - “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev, pela Rússia
8 - "Foxtrot", de Samuel Maoz, por Israel 
9 - “Os Iniciados”, de John Trengove, pela África do Sul


Fica minha imensa felicidade pela Pandora Filmes (parabéns de coração a equipe Paula Cosenza Pri Santos Léo Mendes) que, no Brasil distribui " THE SQUARE " (4 de Janeiro nos cinemas, isso é maravilhoso), minha grande torcida em toda temporada de premiações/2018 para que, de vencedor da Palma de Ouro/2017, se torne vencedor do Oscar/2018 como melhor filme estrangeiro 

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Retrospectiva do Cinema Brasileiro - 2017 - Cinesesc


RETROSPECTIVA DO CINEMA BRASILEIRO 2017 no CineSesc - descubram aqui todos os títulos - :

Longas: A Cidade Onde Envelheço / A Família Dionti / A Margem / As Duas Irenes / Beduíno / Bingo: O Rei Das Manhãs / BR 716 / Canção Da Volta / Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois / Com os Punhos Cerrados / Comeback / Como Nossos Pais / Corpo Elétrico / D.P.A. - O Filme / Elis / Era o Hotel Cambridge / Guerra do Paraguay /João, o Maestro / Joaquim / Jonas e o Circo Sem Lona / O Filme da Minhha Vida / Os Pobres Diabos / Pendular / Sob Pressão / Vermelho Russo

Documentários: A Gente / Axé: Canto do Povo De Um Lugar / Cícero Dias, o Compadre de Picasso / Cidades Fantasmas / Cinema Novo / Danado de Bom / Divinas Divas / Entre os Homens de Bem / Estopô Balaio / Exodus - De Onde Eu Vim Não Existe Mais / Mais Do Que Eu Possa Me Reconhecer / Martírio / Memória em Verde e Rosa / Mestre Cabelo / O Piano Que Conversa / Olhar Instigado / Pitanga / Quem é Primavera Das Neves / Serras da Desordem / Sinais de Cinza, a Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade / Taego Ãwa / Um Casamento / Um Filme de Cinema / Waiting Fo RB.

Curtas: Cadarço / Comissão de Vendas / Orquestra Invisível / Sal / Sandra Chamando 

Maquiagem para esta divulgação: Mazy Tuon - Instagram @mazy_tuon - Telefone: 011 - 4538 - 2348

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domingo, 10 de dezembro de 2017

Corpo Delito

"Um olhar para a face do preso comum e um olhar para a face suspeita e mantida ao preconceito, a do jovem negro de periferia." (⭐⭐⭐)

FOTOGRAFIA FEITA NO CAIXA BELAS ARTES
CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO


⭐O projeto do cineasta cearense Pedro Rocha nasceu "Direitos Humanos Para Bandido" e, pós desenvolvimento e reflexões, tornou-se "Corpo Delito". Este documentário, um resultado antropológico, nasce de provocações que se perguntam "o que é o bandido no Brasil hoje?", "qual é a sua face?" ou "quem hoje dita essa sua face?". E nos elucida suas provocações ao acompanhar Ivan Silva, ex-presidiário de Fortaleza que, depois de 8 anos preso, ganha liberdade condicional, monitorado pela tornozeleira eletrônica. Vemos a vida desse homem, que trabalha apertando parafusos e volta pra casa na favela dos índios. Seu retrato alterna-se entre a pressão psicológica de se viver uma prisão em liberdade e suas investidas em burlar o equipamento, que terminam sempre em julgamento. E vemos também, paralelamente, o andor de vida de algumas pessoas em volta de Ivan, como alguns jovens. 

⭐O objetivo que esse documentário impôs a si mesmo era o de ser observacional, mas temperado com uma estrutura de ficção e, logo, de fato, você percebe como as pessoas vão se transformando em personagens e suas vidas em "contos". Faz muito sentido, levando em conta um detalhes: o diretor Pedro Rocha, inspirado por uma pesquisa de fotografias criminais do século 19, a partir delas, pensa a construção social da imagem do bandido hoje. Segundo Bruno Xavier, que ajudou o projeto, havia também a ideia de contrapor ao preconceito, tirando-o do lugar velado e mostrando as imagens do que ele diz ser esse "rosto suspeito", o rosto dos jovens negros de periferia. Ou seja, são atenções dificilmente mostradas nas telas, a realidade desse preso comum, sem julgamento moral, com seu dilema de burlar o equipamento e seu habitat, lugares "invisíveis" a sociedade.

⭐Gosto dos enquadramentos fixos, gosto de como a câmera foi posicionada para captar essas vidas, porém me desgosta uma certa sensação mórbida desse documentário. Tudo bem que estamos lidando com uma situação de pressão e com uma narrativa hibrida, porém parece ser inevitável uma certa morbidez. E termino com uma fala do diretor a Tribuna do Ceará, publicada por Lyvia Rocha em Janeiro de 2017, que achei muito interessante: "Uma pesquisa foi feita ano passado e 67% das pessoas acreditam que “bandido bom é bandido morto”, então quis mostrar um pouco sobre a realidade de um ex-presidiários, os dramas que ele vive. O filme também vem um momento propício, pois tivemos vários massacres em presídios, então é bom questionar um pouco do que é passado para a população sobre essas pessoas”.

" CORPO DELITO " - Corpo Delito - Dir. por Pedro Rocha - Brasil - 2017 - Distribuidora no Brasil: Vitrine Filmes através do projeto "Sessão Vitrine Petrobras".

Instagram Oficial: @daniel_serafim_mais_cinema
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Filme enviado com exclusividade ao Mais Cinema.

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