sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Primeiras Impressões: The Square

"O filme mais aguardado da Mostra e possivelmente o seu melhor filme. É nocaute!"


FOTOGRAFIA FEITA NO CAIXA
BELAS ARTES PARA ESTA
MONTAGEM

O cinema anda gritando: a burguesia está  as ruínas, a sociedade está falida e nada do que vemos nos basta e, ao que tudo parece, nem a arte já não basta mais. As leituras do humor mais corrosivo e debochado, que estruturam o cinema pós-moderno dos dias de hoje, estão com os dias contados. O cineasta Ruben Östland, provavelmente o filho predileto da nova onda do cinema sueco pós anos 2000, tem sido certeiro em trabalhar outras formas, tanto de filmar o humor, quanto de atacar as estruturas e convenções aparentes da sociedade, partindo da imagem do homem europeu (isso, por si só, já é um nocaute). O que você verá em "The Square" é "caça" e "caçador"; você verá olhos implacáveis que estão a espreita de suplantar bens primitivos necessários ao desenvolvimento da perspectiva; você verá uma medonha tentativa de redução artística, patrocinada pela comunicação imediatista e por um pensamento obsoleto que acredita mais no fim de uma definição artística e menos na liberdade criativa e provocadora; você verá, aliás, neste filme, uma liberdade que lhe causa estranheza, verá macaco dentro de casa e verá gente interpretando gorila, diga-se de passagem, gente mais gorila que o próprio gorila; verá uma camisinha cheia ser  o cabo de um "cabo de guerra" entre uma mulher e um homem; você verá o roubo de um celular (e o celular se repete magistralmente em Ruben após "Força Maior") gerar uma situação cômica engraçadíssima que ocasionará uma ruptura em qualquer sob-limite e em qualquer justiça com as próprias mãos que a mente humana pode pressupor. É você dará muita risada, muita risada mesmo!

Há muito o que se falar, esta é uma sátira da vida, é um suspense inebriante, mas sobretudo é a comédia, não da vida privada, mas da vida exposta (que tenta se privar hipocritamente). Nunca a arte foi tão confrontada quanto é dentro do museu X-Royal em Stocolmo. "The Square" é um quadrado onde os instintos, na teoria, são levados a duplicar-se; a proposta "The Square" é provocadora, é limitada, ela pressiona o "homem" ou a criatura humana e é tentada a dúvida. No entanto, é a imagem de um curador de museu, um homem uropeu, sempre bem vestido, sempre profissional, sempre "na estica", que é levado a destoar da paisagem. Ele acredita e defende "The Square", assim como defende a arte e seu espírito livre, porém, é deliciosamente interessante testemunhar as ações do mundo sobre este homem, ações adversas, que são recebidas com surpresa e reações surpreendentes, que encantam o público. Parece ser uma leveza destruidora, aquela que andamos buscando.  O homem europeu e sua imagem parecem estar enferrujados, eles mesmos parecem necessitar de outro sentido. Em "The Square" absolutamente nada, assim como em "Força Maior", tem a ver com a sua expectativa, aliás, não espere que esse filme tenha o relevo do outro, porque não tem. "The Square" é afiado, é um assombro, mas não deixa o espírito carismático por nada, porém, ele é sútil, uma sutileza que toca como o calor de uma brasa quente, enquanto em "Força Maior" a imagem de uma avalanche tornava-se uma surpresa tão grande que, a partir dela, inflamava-se toda a narrativa. Nesse sentido, há de se exclamar: pelas deusas e deuses do cinema, como Ruben Östland é bom em criar pequenas sequências, com a força de um trovão! Repare o início memorável deste filme, onde Elisabeth Moss é confrontada pelo extraordinário Claes Bang a respeito do que é arte e fica sem palavras (essa, por si só, já é a grande avalanche deste filme). Sem dúvidas, outro dos filmes da década em 2017. 


FOTOGRAFIA FEITA NO CAIXA
BELAS ARTES PARA
ESTA MONTAGEM

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Primeiras Impressões: Félicité

"Arrebatador! Um dos filmes mais imperdíveis da Mostra Internacional\2017"

Fotografia feita no Caixa Belas Artes para montagem
As vidas filmadas aqui em Kinshasa, capital da república do Congo, são as mais duras e as mais "mundo cão", que você poderia conhecer. Esse filme atravessa por você como uma lança. O resultado arrebatador desse filme, grande prêmio do júri no festival de Berlim\2017, se deve pela direção visionária do cineasta franco-senegalês Alain Gomis que, compõe um filme de múltiplas notas, com grandes acentuações solenes, humanistas, trágicas, poéticas e que interfere na narrativa com o uso sublime da importante orquestra sinfônica "Kimbanguist". Fundada em 94, esta orquestra do Congo, com sede em Kinshasa, ficou conhecida por ser a única, por bastante tempo, residindo na África Central e detentora da única orquestra com todos os componentes negros.

"Félicité" é uma mulher, uma dessas mulheres inesquecíveis, forjada na tela, fruto de uma atuação visceral da extraordinária Véro Tshanda Beya Mputu; grande cantora, de uma voz impressionante, que se vê desesperada para conseguir dinheiro a impedir a amputação da perna filho. No entanto, a jornada de Félicité é uma queda constante e, embora seja corajosa, não se protege de uma desintegração diante do espectador, a ponto de suas forças se esvaírem, semelhante a Sansão (o personagem bíblico) quando perde os cabelos. Félicité representa as vidas pelas ruas, becos e bares do Congo, representa as mulheres, representa a castração de suas vidas pela pobreza e pela miserabilidade. 

Há neste filme uma beleza plástica realista que ultrapassa a tela e atinge o espectador; os fragmentos das partituras que são entoadas durante este filme realizam um feito somente vistos com essa potência na obra-prima de Fatih Akin "Contra A Parede", que é quando a solenidade da composição eleva o que se assiste a categoria de tragédia e exerce sobre o espectador uma força descomunal. Prestem atenção no momento em que a orquestra executa a composição "My Heart's In The Highlands" (um dos momentos mais arrepiantes de "Félicité"),  do estoniano Arvo Pärt, que também foi tema do filme "A Grande Beleza", de Paolo Sorrentino. Há neste filme a sensação de nocaute, há neste filme o força da identidade e há neste filme a beleza dos olhares, da pele, da canção e da existencialidade, que parece se retirar de cena e dar lugar ao ciclo de vidas que neste exato momento são encurraladas, tanto quanto a vida de Félicité.

Fotografia feita no Caixa Belas Artes para montagem

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domingo, 15 de outubro de 2017

Michel Hazanavicius, o grande cineasta de " O ARTISTA " ❤️


PRESTEM ATENÇÃO: aos 30 anos de idade, construindo com luta e garra um trabalho de cinema, enfrentando inúmeros desafios (acreditem: inúmeros), eu saio de Itatiba, interior de São Paulo (aliás, o 1º itatibense a desenvolver um trabalho desses e fazendo história), para apertar a mão, ganhar um abraço e entrevistar um vencedor de um Oscar de melhor direção, cujo filme que também venceu o Oscar é um trabalho impecável, pós anos 2000 e que, assim, fez história. Ou seja: sim, pra mim, esse momento do dia de ontem diz muito, marca minha vida e é, por si só, um marco na minha história. Nunca poderia desconfiar que um dia eu iria conhecer um cineasta desse calibre, com uma energia e uma luz dessa (acreditem, não tem como descrever, é uma criatura dessas com uma luz que a acompanha e chega metros antes dela). Acreditem: após levantar da cadeira em frente dele (vocês vão assistir minha entrevista), me sentia outra pessoa, era como se eu tivesse atravessado, em minutos, por uma transformação. Se eu desistisse agora, se a minha luta pra trabalhar com cinema fosse interrompida agora, eu já estaria convicto de que não preciso mais de nada, pois a vida me deu um presente ❤️
#MaisCinema
Agradeço a Imovision que nos proporcionou esse momento para que possamos trabalhar pelo novo lançamento do Sr. Michel Hazanavicius, o filme " O FORMIDÁVEL ", uma comédia sobre Jean-Luc Godard e agradeço ao querido Elias Olive, que organizou maravilhosamente bem essa oportunidade de estar com o Sr. Hazanavicius e entrevistá-lo (e vou postar minha entrevista). Imovision e Elias: minha gratidão de coração a vocês que ontem ajudaram esse itatibense a crescer mais um pouquinho como criatura humana ❤️

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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O Fantasma Da Sicília

"O Pesadelo que tenta ser fábula!"

CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO PELA PANDORA FILMES
FOTOGRAFIA FEITA NO CAIXA BELAS ARTES
Em 2013 eles estiveram entre as melhores surpresas daquele ano. Os cineastas Fabio Grassadonia e Antonio Piazza venceram, naquele ano, o prêmio da semana crítica com o ótimo "Salvo" e traziam originalidade. Com inventividade narrativa, interrompiam as perspectivas, utilizavam tons de outros gêneros, o noir o principal deles e construíam uma arenosa trama de amor e máfia. Agora, 4 anos depois, eles abriram a semana da crítica em Cannes, com todas as honras, contando outra história de máfia, ainda mais dolorosa, pelos olhos de adolescentes. A trama, em si, é preciso dizer, parte de um velho clichê, o do "amores impossíveis", mas felizmente há mais para se observar. Ainda assim, se o espectador não estiver disposto a perceber como esses cineastas tornam sua narrativa cheia de elementos e a transformam num conto, talvez o filme se torna menos interessante do que ele é.

Na sicília, Luna está apaixonada por Giuseppe. Ela lhe entrega uma carta deflagrando seu amor. Ele é sequestrado pela máfia, pois o pai é um delator. O sequestro, um caso verídico que durou mais de 700 dias, gera uma separação dolorida entre os dois, mais dolorida do que os impasses de suas famílias. Luna acredita em seus sentidos e confia que pode encontrá-lo. Pois bem, esta trama é narrada de vários jeitos, ao mesmo tempo em que é um romance, é também um pesadelo. No entanto, e aqui mora um dos talentos desses cineastas, a narrativa vai desconstruindo seus gêneros; esse é o romance mais espinhoso que você poderia assistir e esse é o pesadelo mais rico para se aceitar. 

Não só isso: outra das inventividades da narrativa deste filme é ser contato como uma fábula, como as fábulas dos contos de fada, onde elementos e surrealismos estão postos. Bosque, lago, natureza, animais, a percepção de um mundo paralelo, até uma espécie de figura da madrasta (a mãe de Luna), são muitos os tons que o filme vai trazendo. E mais uma vez a desconstrução. As violências visuais que irrompem do sequestro e o pensamento de que, o que se está assistindo, é por si só, também uma tortura, são capazes de arrasar o espectador e há sequências desesperadoras, como a do mergulho de Luna, bela e desesperadora.

Acredito que o resultado desse filme é excelente, pois gosto dessa maneira de surpreender as expectativas do público, que esses cineastas corajosamente levam a frente. Gosto dessa fábula, desse amor juvenil castrado pelas consequências de se viver entre o habitat da máfia, gosto também dessa forma de fazer cinema sob narrativa de vários tons e gosto das paisagens, tanto as naturais, quanto as criadas pelos cineastas. O que eu não gosto é quando me dá a sensação de que não está sobrando espaço para o espectador interferir nas sensações da trama, quando tudo parece pesar demais e intencionalmente. Porém, creio que o resultado não se compromete, é um filme denso, pesado e se revela uma fábula, aliás, mais pesadelo, que fábula.

"O Fantasma Da Sicília" - Sicilian Ghost Story - Dir. por Fabio Grassadonia e Antonio Piazza - Itália - 2017 - Distribuidora no Brasil: Pandora Filmes

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El Amparo

"As paranoias, as injustiças e as feridas abertas da América Latina"

CARTAZ CEDIDO GENTILMENTE PELA PANDORA FILMES
FOTO FEITA NO CAIXA BELAS ARTES

Há várias situações para se prestar atenção em "El Amparo", para não deixar escapar a convicção de que este é um dos 10 filmes mais notáveis do ano, que poderemos ter acesso. Estou utilizando a palavra "acesso", pois este filme venceu a 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (em 2016) e, para nossa alegria, ganhou distribuição pela Pandora Filmes. Tristemente, muitos filmes ficam sem distribuição. Pois bem, este filme trata de um episódio verídico, ocorrido nos anos 80, onde um grupo de pescadores foram mortos, tidos como supostos agentes de guerrilha prestes a atacar uma usina, mas 2 deles escaparam e foram alvo de uma onda de desconfiança e descréditos. Enquanto, por um lado, alegavam a intenção da pesca e, ouvindo tiros, fugiram, por outro lado, há contradição nas versões que vão sendo apresentadas. E dessa forma, enquanto estão detidos na prisão da pequena vila de El Amparo, os dois pescadores são expostos aos militares, a imprensa e à própria comunidade, todos cada vez mais entranhados em, ou descobrir um norte em meio ao que ali possa ser uma injustiça, ou descobrir um norte sobre o que realmente aconteceu.

Esse filme cresce por várias razões: a narrativa abertamente realista do cineasta Rober Calzadilla, logo no início do filme, surpreende o espectador, tornando aquele olhar para um lugar qualquer entre a Venezuela e a Colômbia, um cenário que se anuncia a sair daquela invisibilidade; há um aspecto hediondo quando os personagens começam a ser reunidos para um "trabalho", que causa uma estranheza e desorienta o espectador; precisa-se perceber o tato com que as mulheres da vila são filmadas, na medida em que a preocupação e o conflito começam a se instaurar; e, por fim, o texto é afiado, ele está longe de tornar este filme como aqueles que transformam seus personagens em carrascos e vítimas, como aqueles filmes que adaptam esse tipo de história com bandeiras hasteadas. É esse o grande trunfo aqui, mostrar essas histórias que fazem parte da história da América Latina, cheia de predadores, cheia de manipulações, cheia de interesses, cheia de gente que "chega, chegando" se usando de seu poder e, pior, se aproveitando da fragilidade dos outros, pra limpar a sua barra.

Este filme não transforma seus personagens em santos, mas desafia justamente ao demonstrar que eles se guardam em vários momentos e que também não são um fruto para suas esposas e famílias. A grande conclusão, mais um ponto alto de "El Amparo", é permanecer ao lado do caso, tal como ele se desenrola, e sem chegar a lugar nenhum. Casos que continuam a ocorrer, que mesmo como esse que se passou na década de 80, parecem atuais e que continuam sem um desfecho, com seus personagens aguardando deferimento. Estas são feridas abertas na América Latina. Vale dizer aqui que, além da direção inspirada de Calzadilla, que não mostra derramamento de sangue, as atuações são espetaculares e minha maior surpresa foi o ator Vicente Peña, que realiza uma intrínseca atuação coadjuvante como o delegado que se esforça por um mínimo de respeito e limites dentro da delegacia, enquanto os personagens são assediados o tempo todo. O resultado deste filme é chocante, sem dúvida, um dos dez filmes mais notáveis do ano.

"El Amparo" - El Amparo - Dir. por Rober Calzadilla - Venezuela\Colômbia - 2016 - Distribuidora no Brasil: Pandora Filmes

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

1º Italian Film Fest - 1º Festival de Cinema Italiano


10 - 24 de Outubro - Um novo olhar para o que há de novo no cinema italiano


Festival promove uma imersão no cinema e na cultura italiancom clássicos, homenagens, música, debates, novos cineastas e muito mais!

De 10 a 24 de outubroSão Paulo será palco do Italian Film Fest, evento que transforma a capital paulista em um pedaço da Itália por meio da produção cinematográfica italiana, reunindo clássicos, homenagens, produções recentes, debates e muitas outras atividades.

“Nosso objetivo é celebrar o cinema clássico e contemporâneo, os grandes atores, os autores, os técnicos, as grandes produções e as produções independentes, as novas plataformas, o comercio de conteúdos e de produtos, a fotografia, os documentários, os vídeos industriais, a moda, o costume, a comida e o vinho.”, explica Alessandro Battisti, diretor do festival.


A seleção dos filmes e dos documentários ainda é “Top Secret”, e só será revelada em coletiva de imprensa. Podemos adiantar que um dos convidados será o grande ator e showman Christian De Sica (ator, diretor, e cantor Italiano), que estará em São Paulo com sua mulher, a irmã do diretor e ator Carlo Verdone. Christian de Sica protagonizou muitos filmes, e participou de inúmeras peças nos maiores teatros não só Italianos, e interpretou magnificas versões de classicos musicais americanos. Poliêdrico, cômico, dramático, e com um nome que fala por si só, Cristian De Sica virá ao Brasil pela primeira vez, para participar da primeira edição do Italian Film Fest.

Italian Film Fest, também silencia sobre a seleção dos documentários Italianos e Brasileiros, podendo adiantar que farão parte da mostra alguns filmes como "La felicità umana" de Maurizio Zaccaro.
Entre os documentários brasileiros com certeza teremos obras de Petra Costa, Leandra Leal e Humberto Bassanelli.

Homenagem Totò
Totò, um ícone da história da arte cômica italiana, um dos maiores ícones do teatro e do cinema italiano, conhecido como "Príncipe da Risada", comparado a Buster Keaton e Charles Caplin, é homenageado no festival com a apresentação dos seguintes filmes:
Guardie e ladri, de Mario Monicelli e Steno
Miseria e nobiltà, de Mario Mattoli
L’oro di Napoli, de Vittorio De Sica
TuttoTotò, de Adriano Pintaldi

Homenagem Franco Nero
Com mais de 230 filmes no currículo e mais de 60 anos de carreira no cinema, o ator Franco Nero, é homenageado com a exibição dos seguintes filmes:

Django, de Sergio Corbucci
Franco Nero, Un attore per tutte le stagioni, de Adriano Pintaldi


Homenagem ao Centro Sperimentale di Cinematografia

Filmes de expoentes do cinema italiano atual como Valerio Mieli, Edoardo De Angelis e Marco Danieli - vencedor do prêmio de Melhor Diretor Estreante no David de Donatello 2017 - figuram na Homenagem ao Centro Sperimentale di Cinematografia – fundação italiana responsável pela Cineteca Nazionale (a Cinemateca Italiana) e pela Scuola Nazionale de Cinema (Escola de Cinema Nacional), esta última que, desde 2008 conta com a CSC Production para coproduzir, colaborar e auxiliar na busca de patrocínio para realizar projetos de seus alunos.Filmes:
Mozzarella stories, de Edoardo De Angelis
Dieci inverni, de de Valerio Mieli
La ragazza del mondo, de Marco Danieli

O festival também dá espaço para títulos autorais na Mostra de Filmes Independentes Brasileiros.


Workshop
Pensando nas relações de cinema entre Brasil e Itália, o representante internacional da Anica (Associação Nacional Indústria Cinematográfica Audiovisual da Italia) Roberto Stabile, e o diretor da Ancine Roberto Lima apresentam o Workshop de co-produções internacionais, com a participação de Roma Lazio Film Commission e SP Cine, e a presença de produtores distribuidores e diretores Italianos e Brasileiros.
A primeira parte é composta por uma discussão sobre ‘Políticas Culturais da Itália no Brasil’ com a participação de Renato Poma e Fabio Porta. A segunda, analisa as possibilidades de coprodução e os instrumentos a disposição para a colaboração entre Itália e Brasil, com foco na análise das novas plataformas, como fundo ibermedia e acordo de coprodução Roma Lazio Filmcommission–Spcine e no desenvolvimento do mercado.

O filme LA NOTTE, do Michelangelo Antonioni, será exibido para homenagear a grande atriz francesa Jeanne Moreau, que infelizmente faleceu poucos meses atrás.

Convidados Italian Film Fest – 2017 que estarão no Brasil
Christian de Sica
Massimo Scaglione
Peter Marcias
Alberto De Venezia


Prisma
A Prisma é formada por Alessandro Battisti, Alessio Ortu, Francesco Paternò e Antonio SgroItalian Film Fest não é uma vitrine de filmes escolhidos casualmente. Nós fizemos escolhas respeitando critérios comerciais e critérios culturais, respeitando o cinema Italiano e o cinema Brasileiro, que amamos como amamos o Brasil que nos acolheu e merece atenção.
Roma Film Festival
Roma Film Festival co-produz o Italian Film Fest. Seu presidente, Adriano Pintaldi, formou uma parceira sólida com a Prisma desde o inicio.

Italian Film Fest, conta com o patrocínio e apoiadores: MIBACT, Roma Lazio Film Commission, Anica, Luce Cinecittà, Swiss, Barilla, Chandon, IED, FAAP, ARTE1, ILLY, Le Botteghe di Leonardo, ETC, Croqui, Ideia Factory, SP Cine, Unibes Cultural, Centro Sperimentale di Cinematografia, Instituto Italiano de Cultura, Centro Cultural São Paulo e ICIB - Instituto de Cultura Italo Brasileiro.

A entrada é gratuita e as atividades do Italian Film Fest acontece nas unidades:
Unibes Cultural - Rua Oscar Freire, 2500 - Sumaré, São Paulo
CCSP Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso, São Paulo
Circuito Spcine Roberto Santos - R. Cisplatina, 505 - Ipiranga, São Paulo
 Consulte as páginas desses órgãos no facebook e encontre os filmes, horários e sessões, mas deixo abaixo a programação:

CLIQUE NA IMAGEM, SALVE EM SEU CELULAR OU COMPUTADOR.

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Primeiras Impressões: Três Anúncios Para Um Crime (Three Billboards Outside Ebbing Missouri)

Ainda não é o cartaz oficial, essa foto é uma montagem, mas a base da foto foi feita no
Caixa Belas Artes.
Filme visto durante a coletiva de imprensa da
41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Senhoras e senhores:
1 - ATENÇÃO: "nasce uma estrela". Anuncia-se uma nova "depressão". Tenho a impressão de que esse filme anuncia uma grande depressão, ele demonstra a violência que intenta sobre esta geração e dá vazão a forma mais destemida de resistência. É comum que a digestão de uma era venha algum tempo depois de sua origem. No entanto, "Three Billboards Outside Ebbing Missouri", o grande vencedor do Festival de Toronto, mostra uma contração a era Trump que, tanto tem a ver com a estafa desta geração, quanto tem a ver com a estafa da era americana, sem se demorar, trazendo uma qualidade urgente. É extraordinário! 

2 - Um texto implacável, descontrolável, tão amargo, quanto o humor com que tenta blindar o quanto é abrasivo, mas que, intencionalmente, é uma grande farsa, pois não consegue ofuscar a tragédia devastadora, da qual se valida. Engraçado que os melhores filmes desta década são os que carregam grandes fardos. Frances McDormand é uma personagem assim, ela traz uma dor inigualável e, a atriz extraordinária que é, apresenta uma das melhores performances desta década. Não há um momento em que não deseje sofrer com ela. Rasga o coração, diverte com seu humor e se levanta como um filme memorável.


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Primeiras Impressões: Blade Runner 2049

Para comentar o filme, fotografei com o cartaz no Caixa Belas Artes, a quem agradeço
pelo espaço e pelo patrocínio.

HABEMUS OBRA-PRIMA !
1 - É primordialmente aqui o caso de dizer que: raríssimas vezes, mas raras assim desde que o mundo é mundo, você vai assistir um filme que toma uma obra-prima anterior ("Blade Runner", de Ridley Scott), parte dela e, mesmo (literalmente) ajoelhando em adoração, encontra uma forma de, atraindo (feito um imã) todos os seus ideais, dilatá-la e levar seu gênero (aqui a ficção científica) a profundas camadas cavalares de texto, estética e experiência. Só por essa razão já me fez sair fora desse mundo da sala do Caixa Belas Artes.
2 - Denis Villeneuve equaciona diversos tributos, compõe a mise-en-scène como um "Ludwig van Beethoven" ou similar, e atinge um resultado memorável. Não há, em " BLADE RUNNER 2049 " uma nota, nem fora, nem a menos, nem a mais. Daquilo que move o personagem de Ryan Gosling, passando pelo santuário/aberração que é o futuro alcançado pela realidade de mundo, da qual "Blade Runner" emerge, ao tom com que Harrison Ford transforma "Blade Runner" num monumento (se é que faltava mais alguma coisa para esse filme ser um monumento), as quase 3 horas desse filme fazem Denis Villeneuve colher sua segunda obra-prima, depois de "Incêndios", ou a terceira, depois de "A Chegada"; deixo a encargo de cada um decidir!
Corram para os cinemas, corram!

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Começando outubro: as EXTRAORDINÁRIAS


DIA 5

Kate Winslet - 42 anos de vida de uma das britânicas mais amadas do cinema, indicada 7 vezes ao Oscar e grande vencedora do prêmio por uma atuação surpreendente em "O Leitor". Com mais de 25 anos de carreira, em breve será vista em "Depois Daquela Montanha" e "Roda Gigante", de Woddy Allen.
Também hoje: Guy Pearce (50), Jacob Tremblay (11), Jesse Eisenberg (34), Bernie Mac (50), Tom Hooper (45)

DIA 4

Susan Sarandon - 71 anos de vida de uma das divas do cinema, 5 vezes indicada ao Oscar e vencedora do prêmio por sua atuação deslumbrante em "Os Últimos Passos De Um Homem". Com quase 50 anos de carreira, é dona de uma autenticidade ímpar, a exemplo de seu posicionamento sobre Woody Allen em Cannes\2016, durante debate sobre mulheres no cinema, quando disse não ter "nada de bom a dizer" sobre o cineasta.
Também: Dakota Johnson (28), Liev Schreiber (50), Alicia Silverstone (41), Christoph Waltz (61), Buster Keaton (faria 122 anos), Dennis Gansel (44), Pablo Trapero (46)

DIA 3

Alicia Vikander - 29 anos de vida da sueca que ganhou o mundo, grande vencedora do Oscar por sua belíssima atuação em "A Garota Dinamarquesa", mas que também devastou em "O Amante Da Rainha". Com 15 anos de carreira, já provou seu talento e será vista, em breve, em "Submersão", de Wim Wenders.
Também: Denis Villeneuve (50), Clive Owen (53)

DIA 1

Brie Larson - 28 anos de vida da californiana, grande vencedora do Oscar por sua atuação dolorosa em "O Quarto De Jack" e que está chegando aos 20 anos de carreira. Em breve veremos sua estreia na direção, com o filme "Unicorn Store", exibido no Festival de Toronto\2017.
Também: Julie Andrews (82), Zach Galifianakis (48), Jean-Jacques Annaud (74), Philippe Noiret (faria 87)

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