quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Hoje no cinema:



Sou seduzido por Richard Gere, que hoje chega aos 68 anos de vida, um dos melhores atores de sua geração e que foi indicado 4 vezes ao Globo de Ouro, vencendo o prêmio em 2003 pelo seu espetáculo de atuação em "Chicago". Indicado ou não indicado, premiado ou não premiado, o resultado de seus mais de 40 anos de carreira, é feito de papéis inesquecíveis em filmes memoráveis, como em "Cinzas No Paraíso", "A Força Do Destino" (que lhe valeu a 1ª indicação), "Rapsódia Em Agosto", "Dr. T E As Mulheres", "Não Estou Lá" e, mais recentemente, em  "O Encontro". Pra terminar, como sempre será inesquecível, impossível não lembrar de Edward Lewis, seu personagem em "Uma Linda Mulher", que se apaixona por Julia Roberts e que marcou a vida de toda uma geração. 



A história do cinema passa por John Ford, que hoje completa 44 anos morte e que permanece na história como um dos cineastas mais premiados e influentes de todos os tempos. Foram 4 Oscars (contabilizando 6 indicações), em mais de 50 anos de carreira e em mais de 100 filmes dirigidos. Um monumento do gênero western, lembrado por contribuir na promoção do sucesso de John Wayne, algumas de suas obras-primas serão para sempre uma escola, como "Rastros De Ódio" (que amo de paixão e não me canso de rever) e "Vinhas Da Ira".

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Mimosas

"Parece enigmático, mas não tanto quanto parece. E é belíssimo!"


Galego, nascido em Paris, com 6 anos foi viver na Espanha e há 10 anos vive no Marrocos. Para o cineasta Oliver Laxe, um artista é sempre estrangeiro em qualquer parte do mundo e, na sua visão completamente multicultural e espiritual, agregada de conhecimentos, não há jornada pela qual a criatura humana atravesse, que não o desenvolva interiormente, seja um pacífico camponês ou um prolífero empresário (segundo suas próprias palavras, em entrevistas). Em "Mimosas", seu segundo filme, premiado com o prêmio da crítica na quinzena dos realizadores em Cannes\2016, há muito mais de arquetípico que você possa imaginar, e menos de hermético do que você desconfie ou que sorrateiramente lhe dê a impressão. Neste filme, um personagem chamado Ahmed e outro chamado Said Agli, fazem parte de uma caravana que peregrina em meio ao Atlas, seguindo um Sheikh até Sijilmassa, a lendária cidade da rota do comércio que ficava onde hoje é o sudeste Marroquino. No entanto, o Sheikh  traça um caminho para esta caravana pelas montanhas, o que pode ser uma tarefa para loucos. Os personagens parecem não ser as pessoas adequadas para este desafio, principalmente Ahmed que está mais interessado no dinheiro que está com a mulher do Sheikh. Quando o ancião Sufí falece e todos desistem, é Ahmed, todo condolente, que se oferece para a mulher do Sheikh, afim de levar o corpo ao seu destino e completar a jornada, dizendo conhecer o caminho pelas montanhas. Pura mentira. E lá se vai Ahmed, Said, mas não se vão sozinhos, estarão na companhia de Shakib, um sujeito que surge em meio a eles misteriosamente, dizendo ter vindo para acompanhar o Sheikh. A grande questão é que a jornada é feita de incertezas, de mentiras, de pistas que dependem do crer, de idas e vindas, de caminhos desorientados e das possibilidades oferecidas pelo Atlas. Na maneira minimalista e ilusoriamente naturalista de filmar (acredite, no melhor jeito de miragem que um cineasta poderia ensaiar), o cineasta Laxe transfigura o deserto e as montanhas, numa espécie de santuário interior (acredite novamente, estranhamente fazendo lembrar até ensinamentos de Santa Teresa D'ávila) e numa inquietante linguagem de simbologia.

Ahmed é testado o tempo todo. Sempre dando um jeito de despachar o corpo do Sheikh e se livrar do "fardo", retorna ao mesmo ponto com o incrível retorno do corpo. Shakib oscila entre um profeta e um oráculo, seu negócio parece ser não falar coisa com coisa. E Said parece ser uma pessoa que não desiste fácil, dessas que se chegou até aqui, não custa continuar. Este filme fala do esforço da criatura, fala do quanto crer demanda suor, porém, misticamente intrigante, ele é menos sobre a relação da criatura com a "divindade" e mais sobre as vibrações do sacrifício. É um encontro, na visão do cineasta, que salienta a tradição Astúrica na correlação simbólica da cavalaria e da caravana, indivisível entre o relato épico e o comportamento iniciático. A narrativa é dividida em 3 episódios, nomeados por 3 ritos da oração muçulmana (reverência, em pé e prostração), mas há na escolha de Laxe por se narrar assim uma influência da tragédia grega, vista, por exemplo, na inclinação e na dissolução da criatura inerente, como acontece com o "destino" do personagem de Ahmed, sempre pronunciado por eventos que, segundo o cineasta, são como ventos que não se sabem de onde vem e nem para onde vai. Interessante observar esse aspecto, que combina com a percepção de Laxe, que é muçulmano e afirma acreditar numa ordem que está regendo a criatura; então, dessa forma, crescem os planos abertos produzidos por ele, que enxergam o ser em meio a natureza, as montanhas, ao deserto e há de se reparar como a fotografia faz dessa mesma natureza uma espécie de espaço sem limite, mas ilusório, como se usasse o mesmo princípio da miragem, onde a criatura se perde na pintura da paisagem e, generosamente, sente-se em liberdade. Mas não estão. Estão num "ciclo" ou estão comprimidos. Os personagens parecem ter um livre-arbítrio e Ahmed parece querer utilizar desta ferramenta, mas ninguém consegue. Numa das cenas mais memoráveis (e que tem também um tom já desesperador à esta altura) Ahmed olha para dois pássaros e diz a pérola "se forem embora, vamos enterrá-lo aqui. Se não partirem, vamos continuar" e, para seu infortúnio, um voa e o outro não, ordenando seu destino.

É rico observar que, na abrangência da visão do cineasta, quis também evocar uma mescla. Não há partidos, não há diferença entre oriente e ocidente, nem entre religiões, afirmando suas posições de que na jornada e no desenvolvimento todos estamos iguais. Por isso, interessa observar também como os ruídos dos passos no deserto ou sobre as águas, e a iluminação desses momentos, crescem em evidência, para dizer que num momento também nos tornamos parte da natureza e fazemos sentido junto com ela, mesmo no sentido que as vezes está invisível. Afinal, o que nos difere? Interessa observar o humor presente neste filme, em especial na "loucura" e na inocência com que se apresenta Shakib (vencedor como melhor ator no festival do Cairo); interessa observar o espectro dos westerns crepusculares que traz ou ainda aquilo que o cineasta apelida como "western metafísico" e, aliás, nesse sentido, interessa dizer que este cinema trouxe a cabeça de boa parte da imprensa estrangeira o cinema de Lisandro Alonso e Bem Rivers, enquanto Laxe menciona suas referências que se encontram em Carl Teodor Dreyer ("A Palavra"), Rosselini ("Francisco, Arauto De Deus") e Kaneto Shindo ("A Ilha Nua"). Mas o que interessa observar também, e que faz muita diferença, é em como esse filme diz muito e se conecta com a gente de uma forma genuína. A atuação dos não-atores, familiares ao cineasta, oferecem uma reação, quando expostos ao desconhecido, mas que lindamente, não lhe causam tanto espanto, quanto causam a nós. É uma maneira de dizer que, enquanto a humanidade busca respostas, a experiência que esses personagens estão vivendo, é bem mais proveitosa, pois estão moldando algo em seu interior. E esse resultado é que é capaz de mudar o curso da história. Esse resultado incomoda em muitos momentos no filme brilhante de Oliver Laxe.

" MIMOSAS " - Mimosas - Dir. por Oliver Laxe - Marrocos\Espanha - 2016 - Distribuidora no Brasil: Pandora Filmes - Exibidor: Caixa Belas Artes

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domingo, 27 de agosto de 2017

Cineasta Tobe Hooper morre aos 74 anos


A passagem de Tobe Hooper pelo cinema é memorável. Há casos e casos, mas o caso de Hooper é basicamente o caso de cineastas que, mesmo filmando e até produzindo outro sucesso, fazem de uma única obra-prima um filtro para suas histórias serem lidas. Mesmo emplacando "Poltergeist" em 1982, sob o apadrinhamento de Spielberg, foi mesmo com o "O Massacre Da Serra Elétrica", em 1974, que seu nome constaria na memória do cinema. O feito deste cineasta foi produzir um filme de baixo orçamento, reprocessando uma matéria-prima e extraindo de sua estrutura um resultado genuíno apavorante. Em 74 a tarefa era desafiadora, pois, para além da liberdade criativa, em 1968, George A. Romero havia catalisado as tendências do terror em "A Noite Dos Mortes Vivos" e daí, de repente, Hooper surge 6 anos depois, com outra narrativa de sub-gênero e impulsiona, a partir de seu slasher, uma influência incessante que chegaria a ser reconhecida também na quinzena dos realizadores em Cannes. Quase 10 anos depois, com "Poltergeist", Hooper volta a oferecer algo de novo ao gênero, imaginando com uma surpresa vital um modo de eventos sobrenaturais acontecerem, sem perder a noção dos comportamentos. Foram mais de 50 anos de carreira em 74 anos de vida.

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Vem aí " COLUMBUS "

No meio do cinema foi uma das notícias desta semana.

Minha querida madrinha, Supo Mungam Films, anunciou na 5ª feira (17), sua próxima estreia depois do mega sucesso de " DE CANÇÃO EM CANÇÃO ", que ainda está em cartaz. " COLUMBUS " tem estreia prevista para 14 de Setembro. Vamos saber mais sobre o filme?

Integrante do festival de Sundance deste ano, " COLUMBUS " é o primeiro filme do diretor Kogonada, conhecido por seus vídeos-ensaios sobre cinema para a web. Dentre suas criações, merece destaque o trabalho realizado para o British Film Institute, Criterion Collection e a Sight & Sound.

Sinopse: Casey mora com sua mãe em uma pequena cidade assombrada pela promessa de modernismo. Jin, um visitante do outro lado do mundo, comparece para ver seu pai, que está morrendo. Sobrecarregados pelo peso do futuro, eles encontram refúgio um no outro e na arquitetura que os cerca. O filme foi filmado em Columbus, Indiana/EUA, conhecida por sua arquitetura moderna e única. [ Informações cedidas pela assessoria da Supo Mungam Films ]

Nos próximos dias, mais informações, curiosidades e comentários sobre " COLUMBUS " aqui.


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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O que é "Lady Macbeth"?



Elogiado longa de estreia de William Oldroyd, com mais de 10 vitórias em festivais, o filme é livremente baseado no romance do século 19, "Lady MacBeth of Mtsensk District", do russo Nikolai Leskov, título por sua vez inspirado em "Lady Macbeth" da tragédia de Shakespeare e que foi adaptado como uma Ópera. "Lady MacBeth" é um trágico retrato de uma linda, determinada e impiedosa jovem conquistando sua independência em um mundo dominado pelos homens.
O primeiro curta-metragem de William, Christ´s Dog, foi escrito por Howard Barker e indicado ao prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival Internacional de Cinema de Hamburgo. Seu segundo curta, Best, escrito por Adam Brace, ganhou o prêmio do Sundance London Short Filme Competition e foi exibido no Festival de Sundance.
Florence Pugh (The Falling), é a atriz principal deste drama que acontece no século 19. O ex-Screen Star of Tomorrow, Cosmo Jarvis (Spooks: O Mestre Espião), contracena com Florence, e o elenco de apoio inclui Paul Hilton (O Morro dos Ventos Uivantes), a estreante Naomi Ackie e Christopher Fairbank (Guardiões da Galáxia).
O roteiro foi escrito por Alice Birch, ganhadora do Prêmio George Devine de Dramaturgo mais Promissor de 2014. Lady Macbeth é o primeiro longa-metragem produzido por Fodhla Cronin O´Reilly, da Sixty Six Pictures. Corning O´Reilly foi indicada ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em 2013 pelo seu curta Head Over Heels.
O design de produção fica por conta da vencedora do BAFTA Jacqueline Abrahams (O Lagosta), Figurino é de Holly Waddington (O Agente da U.N.C.L.E.) e a cinematografia é de Ari Wegner (Ruin) e a edição é de Nick Emerson (Encarcerado).
Sinopse: Inglaterra rural, 1865. Katherine (Florence Pugh) se sente sufocada em um casamento sem amor com um homem amargo com o dobro de sua idade, e com sua família fria e hostil família. Quando ela embarca em um apaixonado caso com um rapaz mais jovem que trabalhava para seu marido, uma força tão forte nasce dentro dela que ela não irá parar diante de nada para conseguir o que quer.
Informações cedidas à imprensa, com exclusividade, pela assessoria de imprensa da Califórnia Filmes, com informações acrescentadas.
Em cartaz nos cinemas.
Informações cedidas pela assessoria de imprensa do filme.
Em breve, no Mais Cinema, texto de Daniel Serafim sobre o filme.


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O que é "Corpo Elétrico"?



O filme acompanha Elias, um jovem que tenta equilibrar seu cotidiano entre o trabalho em uma fábrica de vestuários e encontros casuais com outros homens.  Em cada cama que Elias se deita um universo se abre a partir das narrativas contadas pelos personagens. São corpos enlaçados que se acariciam, vozes que falam baixo e suavemente, amantes que relatam encontros, aventuras sexuais, sonhos.  “Meu desejo era falar de formas de amar mais livres e generosas, distante do amor romântico e seus conflitos já tão manjados”, diz o diretor.

Elias ama de forma leve e solar. Ele tem 23 anos é gay e nordestino. Usa cada encontro para moldar um pouco sua personalidade se tornando uma espécie de prisma humano, capturando tudo que pode de seus parceiros. Ele transita entre o masculino e o feminino, pode ser o trabalhador empenhado, mas também um anarquista debochado. Dessa forma, CORPO ELÉTRICO questiona também os lugares socialmente estabelecidos para gays, negros, mestiços, migrantes, operários.

O casting foi uma das partes essenciais para a construção de CORPO ELÉTRICO. Marcelo Caetano foi produtor de elenco de um dos filmes mais aclamados do ano passado, Aquarius de Kleber Mendonça Filho, além de ter colaborado como assistente de direção de Gabriel Mascaro em Boi Neon, Hilton Lacerda em Tatuageme Anna Muylaert em Mãe só há uma. Sobre a escolha dos atores, ele diz: “Não procuro atores capazes de construir personagens, mas atores disponíveis para viver as situações propostas. Muitas vezes eles devem compartilhar de algumas histórias biográficas.”. 

Sobre a escolha dos atores, Marcelo completa: “O elenco de Corpo Elétrico foi composto por atores que trabalharam nos meus curtas (Márcia Pantera e Ronaldo Serruya), aqueles que conheci fazendo assistência de direção em filmes como Tatuagem (Nash Laila e Georgina Castro), Mãe só há uma (Dani Nefussi e Teka Romualdo), gente que vejo em festas e até na rua (Linn da Quebrada e Kiara de Paula) e os demais encontrei em um dos milhares testes de elenco que realizei para filmes de outros diretores. Conheci o protagonista Kelner Macedo em um teste para o filme Aquarius, ele não se encaixava muito no perfil buscado pelo Kleber, mas desde que eu bati o olho nele pensei “esse cara está vivo, muito vivo, seu corpo está pulsando”. E daí foram meses de conversas sobre o filme, até decidirmos trazê-lo para São Paulo.”

CORPO ELÉTRICO é dirigido Marcelo Caetano, que escreveu o roteiro do filme junto com Gabriel Domingues e colaboração de Hilton Lacerda. O filme começou sua carreira no Rotterdam Film Festival na Holanda e participou de importantes festivais como o de Guadalajara no México, onde recebeu o Prêmio Maguey, Festival de Hong Kong, Off Camera, Krakow na Polônia, BFI Flare em Londres, Outfest de Los Angeles, entre outros 10 festivais anunciados até agora e mais 5 para anunciar em breve.

Em cartaz nos cinemas.
Informações cedidas pela assessoria de imprensa do filme.
O Mais Cinema ainda publicará texto de Daniel Serafim sobre o filme.


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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O cinema nesses últimos dias:



Dia 15: 

Amo a extraordinária Jennifer Lawrence de paixão. Hoje ela completa 27 anos de vida, com  11 anos de carreira e sou bem apaixonado por todos os momentos em que vi essa norte-americana atuar. Em sua primeira indicação ao Oscar, no espetacular "Inverno Da Alma", me senti completamente seduzido e, de lá pra cá, além de vencer um Oscar, já soma mais de 100 vitórias e, em breve, somará mais de 200 indicações em premiações. 
Também hoje: Natasha Henstridge chega aos 43 anos de vida; Ben Affleck aos 45 anos; Debra Messing aos 49; Alejandro González Iñarritu aos 54 anos; e o inesquecível Nicolas Roeg completaria 89 anos de vida

Dia 14: Mila Kunis chega aos 34 anos de vida; Halle Berry aos 51 anos; Steve Martin aos 72 anos; Marcia Gay Harden aos 58 anos; Emmanuelle Beárt aos 54 anos; Wim Wenders 72 anos; Raoul Bova aos 46 anos; e Alex Van Warmerdam aos 65 anos.

Dia 13: Moritz Bleibtreu chega aos 46 anos de vida; John Slattery aos 55 anos; e Paul Greengrass aos 62 anos.

Dia 12: Cara Delevingne chega aos 25 anos de vida; Casey Affleck aos 42 anos; Peter Krause aos 52 anos; Cecil B. Demille faria 136 anos; 



Dia 11:

Amo mais essa pessoa extraordinária: Viola Davis chega aos 52 anos de vida, com mais de 20 anos de uma carreira memorável, indicada 3 vezes ao Oscar e grande vencedora do prêmio pela deslumbrante atuação em "Um Limite Entre Nós". Viola Davis, para além do talento inquestionável, é possivelmente a personalidade mais inspiradora de Hollywood e é uma das vozes mais poderosas a batalhar pela igualdade. Ela, que foi pobre e passou fome, tem demonstrado em seus discursos arrebatadores, que o valor da vida está acima de todas as coisas. Viva Viola Davis, viva!
Também em 11: Embeth Davidtz chega aos 52 anos de vida; Chris Hemsworth aos 34 anos; Chris Messina aos 43 anos; 

Dia 10: Justin Theroux chega aos 46 anos e  Antonio Banderas aos 57 anos.

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Mollys Game

Senhoras e senhores: o 1º trailer de " MOLLY'S GAME ":

3 observações sobre o filme:

1 - Esta é a aguardada estreia na direção de Aaron Sorkin, um dos roteiristas mais extraordinários de todos os tempos, grande vencedor do Oscar por "A Rede Social", indicado por "O Homem Que Mudou O Jogo" e ignorado pela academia pelo roteiro extraordinário de "Steve Jobs", mas vencedor do Globo de Ouro pelo mesmo roteiro. E, claro, ele é a grande mente do fascínio da série "West Wing".

2 - Ele, que já comentou seu interesse por anti-heróis, dirige a adaptação das memórias de Molly Bbloom, conhecida como a "dama do pôquer" que, sem conseguir ir para as Olimpíadas (seu irmão é o atleta olímpico Jeremy Bloom), se estabeleceu em Hollywood, como grande organizadora de jogos de pôquer para a elite. Em sua mesa passaram nomes como Ben Affleck, Leonardo DiCaprio, Matt Damon e Tobey Maguire. Foi presa, acusada de lucrar ilegalmente. Nas palavras de Sorkin: "Trata-se de uma mulher extraordinária, que estava indo para a faculdade de direito. Ela decidiu tirar um ano de folga, gastá-lo em Los Angeles apenas sendo jovem e acabou executando o jogo de pôquer mais exclusivo do mundo".

3 - Esta é a chance de assistir dois monstros contracenando juntos, Jessica Chastain e Idris Elba, Molly Bloom e seu advogado. Além deles, Michael Cera e Kevin Costner complementam o elenco. Para Jessica, que não anda aceitando qualquer trabalho, duas coisas lhe fizeram aceitar o proeto: "Primeiro aceitei pela oportunidade de trabalhar com Sorkin, ele é um grande herói pra mim em termos de roteiro. E, segundo, me fascinei pela personagem, que fala sobre nossa sociedade moderna e de como uma mulher encontra sucesso nesta sociedade. O que teria ela para que homens a permitissem se tornar uma líder?  E eu acho que esse é um momento muito interessante nos EUA para que as mulheres possam se fazer esta pergunta", diz Jessica. 

Estreia lá fora em 22 de Novembro. Aqui ainda sem data.

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domingo, 13 de agosto de 2017

Pela 4ª vez: " DUNKIRK "


Estou muito feliz!

Numa parceria que fiz com a rede Espaço Itaú de Cinema, nesta segunda-feira (14), levo o Mais Cinema para a sala IMAX do Itaú Pompeia, a primeira do Brasil, para assistir pela 4ª vez, " DUNKIRK ". Quero agradecer a rede Itaú Cinemas!

Será um momento especial, no meu trabalho como blogueiro de cinema e, por isso, estou muito feliz. Christopher Nolan mencionou que "Dunkirk" é uma experiência de realidade virtual sem óculos. Quase 80% do filme foi filmado em IMAX. Nesta modalidade de cinema a tela atinge mais de 20 metros de largura e mais de 15 metros de altura, mas, para além dessas medidas, a superioridade desta modalidade também implica na resolução, que chega a 10.000 por 7.000 pixels, além da tela ser côncava. " DUNKIRK " é a experiência IMAX em 70mm mais genuína e extraordinária que poderíamos experimentar. Amanhã (nesta segunda) vou trabalhar com muito amor e com muitas surpresas <3

Obs.: pela manhã, estarei presente na exibição especial para a imprensa do aguardado " BINGO - O REI DAS MANHÃS "!

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Alfred Hitchcock: 118 anos


Como é prazeroso "chover no molhado" ao dizer que a história do cinema passa por Alfred Hitchcock, que hoje completaria 118 anos de vida e que, há 37 anos, não está mais entre nós. Só o seu "Psicose", um patrimônio do cinema, já bastaria, mas foram inúmeras obras-primas de uma das mentes mais inquietas do cinema. Seus temas, suas inventividades, suas inovações, as edições, as trilhas, suas marcas, a inocência do vilão, a identidade dos assassinos, olha, uma aula e uma escola memorável. Tem ainda tantas curiosidades: segundo Peter Ackroyd "as fantasias sexuais da vida adulta de Alfred eram peculiares, pois ele gostava de inventar a violação e o assassinato de mulheres" e sem contar que Alfred acreditava ter salvo Grace Kelly de ser eternamente marcada como uma mulher fria, afirmando que ela era "um vulcão coberto de neve". Seis vezes indicado ao Oscar, mas vencedor do prêmio pela carreira em 1968, Hitchcock ainda precisa ser reverenciado enquanto continuarmos consumindo o cinema, pois sem ele, boa parte dos filmes que amamos seriam bem diferentes, dado o afetamento da escola de Hitchcock..

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ela faria 54 anos hoje: Whitney Houston

É difícil esquecer uma das maiores cantoras de todos os tempos e é, igualmente difícil, esquecer sua passagem pelo cinema. " O GUARDA COSTAS " é um desses filmes inesquecíveis que nos mostram como o cinema, em outras pretensões, marcam a vida de toda uma geração. Neste filme estão uma geração de pessoas, por ele apaixonadas, tanto quanto Frank Farmer (o querido Kevin Costner) foi se apaixonando por Rachel Marron (Whitney, sempre arrebatadora). Uma geração de pessoas já apaixonadas pela artista que Whitney era e que suspiraram pelo romance fatal entre o guarda-costas e a artista. E qual não foi a minha alegria e a minha total admiração, quando na obra-prima " TONI ERDMANN ", a cineasta Maren Ade realiza a célebre cena onde a excepcional Sandra Huller canta "Greatest Love Of All", uma das canções imortalizadas na voz de Whitney e que trouxe ainda mais sentido ao filme.

Tenho uma alegria muito grande em ter adquirido este Dvd de uma das vídeo-locadoras em que trabalhei, ao final da adolescência. Esse filme também representa isso, uma época em que a gente, apaixonados pelos filmes, buscava a vídeo-locadora com essa sensação, a sensação de assistir e reassistir "o filme da Whitney Houston". Essa sensação que hoje atualizamos de outras maneiras. A bem da verdade, Whitney foi mais cantora que atriz e foi marcante de todas as formas, tamanha sua presença e seu talento. Ainda lamentamos sua morte, há 5 anos e sentimos sua falta :'( . E ainda continuam arrebatadoras suas performances musicais, bem como suas músicas que, em sua voz, arrepiam da cabeça aos pés.

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No Cinema

Hoje:


~ 41 anos de Audrey Tautou ~ Se quer compreender como o entendimento do personagem, na compreensão de uma atriz, pode se tornar uma das coisas mais encantadoras que se possa testemunhar no cinema, sugiro que (se ainda não viu) assista "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" e se fique fascinado pelo resultado obtido por Audrey Tautou. Ela tem mais de 20 anos de carreira e, além de papéis graciosos, teve uma experiência dramática extraordinária ao participar de "Coisas Belas e Sujas" e ser dirigida pelo mestre Stephen Frears. 

Também hoje: Anna Kendrick chega aos 32 anos; Sam Elliot aos 73 anos; Eric Bana aos 49 anos; Melanie Griffith aos 60 anos e Whitney Houston faria 54 anos de vida.

Ontem:


~ 80 anos de Dustin Hoffman ~ Parte do restrito grupo dos aclamados artistas que venceram 2 Oscars, Dustin Hoffman atuava em teatro, atuou na Tv e deixou o grande cineasta Mike Nichols impressionado numa audição no teatro. Tanto impressionou que foi levado por ele para interpretar Ben Braddok, no célebre "A Primeira Noite De Um Homem", só o segundo trabalho de Hoffman no cinema e um emplacamento unânime em sua primeira indicação ao Oscar, aos 31 anos de idade. Venceria ainda o prêmio por seus papéis memoráveis em "Kramer vs. Kramer" (foto) e "Rain Man". Com teatro, tv e cinema, já são quase 60 anos trabalhando.

Também hoje: a maravilhosa Faye Wong, de "Amor À Flor Da Pele" chegou aos 48 anos de vida e o histórico produtor Dino De Laurentis faria 98 anos.

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Rendendo homenagem: os 42 anos de Charize Theron



Revelada num filme de terror em 1995, sem falar nada, a sul-africana Charlize Theron, tinha um "algo a mais" fascinante na tela. O resultado são mais de 20 anos de uma carreira muito bem sucedida, mas começou a trabalhar cedo e aos 16 anos já era um arraso como modelo. Charlize conseguiu ir além da carreira artística, tornou-se uma voz forte na luta pelos direitos das mulheres e, com todo louvor, tem sido assim no cinema também. A grande vencedora do Oscar, por seu papel impressionante em "Monster - Desejo Assassino", tornou-se a Furiosa de "Mad Max: Estrada Da Fúria", talvez o mais poderoso papel, da produção recente do cinema, a empoderar a necessidade de mais mulheres no cinema, na vida e a demonstrar que não se deve arredar o pé, no melhor sentido de resistência, enquanto não houver igualdade e respeito. Pois é, não poderia ter sido uma mulher mais brava que Charlize para trazer o sentido mais vivo desta tomada e retomada de consciência. Charlize é a nossa dona de tudo!


Também hoje: Abbie Cornish chega aos 35 anos de vida; Michael Shannon aos 43 anos; Brit Marling aos 35 anos; e David Duchovny aos 57 anos.

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domingo, 6 de agosto de 2017

Fala Comigo

Vitrine\Divulgação

"As estruturas desse filme estão expostas a causar um tremor. Acertadamente, esta exposição alcança seu objetivo, mas consegue também acertar outras de suas intenções."


*

Assisti "Fala Comigo" por duas vezes. Na primeira fiquei surpreso, com a inventividade e com a riqueza do texto, porém, principalmente me surpreendeu a forma como vai desintegrando a censura e expondo intimidades mantidas entre os interiores e paredes, a maioria feitas tabus pelas hipocrisias da sociedade. E na segunda vez que assisti, tratei de me certificar das minhas surpresas, observei mais de que forma o cineasta Felipe Sholl, em seu primeiro longa, constrói interesses e amores improváveis (inimagináveis pela lente da mediocridade), além de observar raros momentos que destoam da excelente narrativa e que, talvez, façam menos sentido ao sentido do resultado todo. Particularmente, tenho admirado e gostado muito desta nova safra de filmes, que buscam descamar e expor aquilo que, nesse tempo todo até aqui, permaneceu escondido; mas que buscam também atacar as aparências e as ditaduras de uma sociedade falida.

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Patrocínio: Caixa Belas Artes e Livraria Toque De Letras
A muita gente deve causar um desconforto saber que um adolescente de 17 anos se masturba ouvindo a voz de mulheres (e não são qualquer mulheres) por telefone e que, depois de ejacular, guarda e cataloga suas ejaculações. Deve também causar um desconforto a muita gente ver um jovem se envolver com uma mulher que tem o dobro de sua idade. No entanto, espero que cause bastante desconforto também, as tensões domésticas mostradas e que demonstram distâncias e fragmentos entre uma família de configuração tida como "comum" (formada por mãe, pai e filhos), dessas cuja bandeira do desenvolvimento da normatividade sempre esteve de pé. Família essa que, "empurrando com a barriga" suas distâncias, mas se revelando no silêncio das madrugadas, se levanta como um gigante na hora de cobrar a ética e o "bom senso", na hora de endossar suas razões avaliando a culpa do outro (e ignorando que talvez o seu lado também tenha se envolvido o suficiente ou tenha sido o estopim do conflito, como é o caso aqui) e que também é um gigante na hora de retomar seus papéis.



*


No filme de Felipe Sholl muitas dessas questões estão presentes, bem como as descobertas do amor, do sexo, da identidade e orientação sexual, mas também uma dualidade muito precisa e corajosa, numa trama que também alfineta até que ponto vai a liberdade. Na melhor de todas as cenas, as extraordinárias Denise Fraga e Karine Teles, embatem quanto a ética e a cobrança sobre suas vidas, e resumem o espírito do respeito com que filma Felipe Sholl, que não as julga. Não as julga, mas, ao final, bem provocativo, parece tomar partido e "doa a quem doer". É disso que eu gosto, inclusive, em todo o filme. Algumas investidas do roteiro, como as cenas do pai e do filho, como também o elemento musical da construção do personagem de Tom Karabachian (filho do cantor Paulinho Moska e que, por ser filho de cantor e trazer a musicalidade, traz esse talento como mais um elemento a agregar à trama e isso me incomoda, pois ser músico ou não, talvez não fizesse tanta diferença à riqueza que seu personagem, por si só, já tem) foram compreendidas por mim sob a perspectiva do cineasta, no entanto, me senti na dúvida em comprá-las ou não, acreditando no crescimento do filme, enquanto pesam as tensões, regadas por uma busca realista e pelo minimalismo com que Sholl, deliciosamente, se utiliza para filmar (repare na ausência de trilha, nos silêncios e na câmera colada aos personagens). Contudo, o resultado deste filme é excelente e me faz continuar de olho no talento do cineasta Felipe Sholl.


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Os últimos dias, no cinema:



Hoje:

Parte da história do cinema, o cineasta John Huston, da obra-prima "Relíquia Macabra (O Falcão Maltês)", completaria hoje 111 anos de vida. De tantos interesses artísticos, foi também ator e pai da querida Angelica Huston, que dirigiu em seu último longa, o indicado a 2 oscars, "Os Vivos E Os Mortos".

O britânico Mark Strong chega aos 54 anos de vida, com 28 anos de carreira e como uma revelação nata. Nos últimos anos está assim, onde tem filme bom, tem Mark Strong; tem ele em "Syriana", "A Jovem Rainha Vitória", "O Espião Que Sabia Demais", "Kingsman" e muitos outros.

Dia 4:

Billy Bob Thornton chega aos 62 anos de vida. Indicado ao Oscar de melhor ator por sua atuação em "Na Corda Bamba", tem mais de 30 anos de carreira.

Greta Gerwig chega aos 34 anos de vida. Musa do Mumblecore, já foi indicada ao Globo de Ouro por "Frances Ha" e tem mais de 10 anos de carreira.

Dia 3:

Mamie Gummer chega aos 34 anos de vida. Deslanchou na carreira a partir de 2006 e, em 2007, atuou ao lado da mãe, Meryl Streep, no belo "Ao Entardecer".

Martin Sheen chega aos 77 anos de vida. Mais de 60 anos de carreira, veterano, premiado e sempre lembrado por sua atuação como o capitão Wilard em "Apocalypse Now".

O célebre Mathieu Kassovitz chega aos 50 anos de vida. Ator e diretor de trabalhos memoráveis como o "O Ódio", já soma quase 40 anos de carreira.

Extraordinário, Lambert Wilson chega aos 59 anos de vida, com exatos 40 anos de carreira. Atuou em filmes memoráveis como "Homens E Deuses" e "Inverno de 54".

Dia 2:

Sam Worthington chega aos 41 anos e vida. Dono do icônico papel de Jake Sully, em "Avatar", o talentosíssimo ator, tem 17 anos de carreira.

Patrimônio do cinema, Peter O'Toole faria 85 anos de vida. Indicado a 8 oscars, será eternamente lembrado por sua atuação na obra-prima "Lawrence Da Arábia".

Outro patrimônio do cinema, Wes Craven faria 78 anos de vida. O cineasta deixou 2 grandes e queridas pérolas do terror, "A Hora Do Pesadelo" e "Pânico", com que fez história.

Dia 1

Um dos nossos grandes talentos, José Padilha fez história com a obra-prima "Tropa de Elite", grande vencedor do "Urso de Ouro", em Berlim e foi fazer carreira internacional assumindo a grande responsabilidade do novo "RoboCop". O cineasta chega aos 50 anos de vida.

O querido cineasta Sam Mendes chega aos 52 anos de vida. Grande vencedor do Oscar por "Beleza Americana", com que fez história, dirigiu apenas 7 longas e trabalha no próximo.

O mexicano Demián Bichir chega aos 54 anos de vida. Indicado ao Oscar em 2012 por sua atuação em "Uma Vida Melhor", tem exatos 40 anos de carreira e já foi dirigido por Tarantino em "Os Oito Odiados" e, recentemente, por Ridley Scott em "Alien: Covenant".

MAIS CINEMA. A GENTE SEMPRE QUER MAIS, DAQUILO QUE A GENTE AMA!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Hoje, infelizmente, vale o desabafo:



Por favor, que haja paz e respeito. É o mínimo, poxa.


Hoje abri meu email e fui surpreendido por esta mensagem:

"...Não precisa agradecer Daniel! Acredito que todos, seja um grande site ou jornal, seja um blogueiro buscando seu espaço ou um aspirante a crítico, têm a oportunidade de trabalhar como que gosta e receber materiais para exercer isso. Filmes são a essência do nosso trabalho e fico feliz que você tenha interesse em nosso conteúdo...."

Esta mensagem foi enviada por uma das assessorias de imprensa, de uma das empresas maravilhosas, com que trabalhamos. São essas atitudes, acreditem, junto do carinho de vocês (do público), que nos dão força para continuar. Ela me surpreendeu, e aqui, infelizmente, vale o desabafo, pois, nos últimos dias, 2 posturas de desrespeito me entristeceram completamente:

_o desrespeito entre o meio = não entra na minha cabeça. Oras, se tem espaço pra todo mundo desenvolver seu trabalho, seja um veículo "menor" ou "maior"; e se esses mesmos "profissionais" estão alcançando "privilégios" dentro de suas lutas (que também não devem ter sido fáceis), não entra na minha cabeça o que leva essas pessoas a se incomodarem com a presença das outras, com a atuação das outras, ao ponto de "tirar uma com a cara", criar uma reunião de pessoas para falar mal (inclusive com assessor de imprensa no meio), chamar de "blogueirinho", fazendo chacota (acreditem, até isso cheguei a presenciar), falar nas indiretas desmerecendo, tirar uma com a palavra "gratidão" (sim, se incomodam até com isso) e por aí vai. Eu juro pra todos vocês, eu nunca vou entender porque é mais "fácil" desrespeitar, do que simplesmente respeitar e, mesmo que a maldade seja da personalidade da pessoa, não entenderei por qual motivo ela não possa se conter, visando a humildade, o respeito e a generosidade. Se tem espaço pra todo mundo, bastaria viver a elegância da velha "boa vizinhança", que foi o que aprendi dentro de casa e está impregnada em mim.

_o desrespeito entre empresas = aqui tem tudo a ver com o email que recebi hoje. Vejam bem, quando eu, Daniel Serafim, dentro da minha atuação, entro em contato com uma empresa pedindo um material, seja um texto, um cartaz ou qualquer coisa, não é por luxo, não é "tirando proveito", é para TRABALHAR e desenvolver minha atuação. Dando um exemplo, eu não coleciono cartaz de filme, eu trabalho com eles, eles fazem parte do projeto que eu desenvolvi para o Mais Cinema. Nos últimos dias, tive pedidos encarados com descaso, com aquela pompa do "tô nem aí" ou do "tanto fez, como tanto faz", e você percebe que, não adianta, se você não é uma revista "Veja" ou coisa do tipo, o máximo que recebe é uma resposta bem sem sabor. Nenhuma empresa é obrigada a nada, é verdade e eu, sinceramente, honestamente, respeito. Mas, como é discrepante conviver com empresas que prezam a imagem maravilhosa que tem, que te dão apoio, te dão a mesma atenção que dão para uma revista "Veja" e que, além de te fornecerem material para você trabalhar, não sabem o que fazem para te agradar (a exemplo do email acima); e ao mesmo tempo, no mesmo barco, é discrepante conviver com empresas que estão pouco se importando se você está recebendo convites, materiais e por aí vai. Juro, sei que isso existe em tudo na vida, nunca vai entrar na minha cabeça. Pois é uma questão de elegância, apenas isso.

Então, concluo meu desabafo (e eu odeio fazer desabafos, mas são necessários), dizendo que, sim, é maravilhoso trabalhar com o que se ama e se sabe fazer, ainda mais com cinema; dizendo que sigo meu trabalho, com honestidade e luta, protegendo a minha pequenez, porque, sim, me importa ser pequeno e não ter que viver certos desrespeitos; dizendo que é maravilhoso receber atitudes de pessoas humildes, generosas, que representam suas empresas com uma elegância ímpar; dizendo que é maravilhoso ter um público caloroso que te acompanha, incentiva e respeita seu trabalho (e fica a minha gratidão ao meu público <3 ); dizendo que é tudo maravilhoso, mas uma coisa nunca vai entrar na minha cabeça: o desrespeito.

MAIS CINEMA. A GENTE SEMPRE QUER MAIS, DAQUILO QUE A GENTE AMA!