quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Primeiras Impressões: The Fits

Primeiras Impressões = " THE FITS "    
Que atriz e atuação de cair o queixo. Com 11 anos de idade, a americana Royalty Hightower, em " THE FITS ", realiza, com leveza e sutileza, durante 1 hora e 10 minutos, o que grandes elencos não realizam, em 1 hora e meia, como tem sido a duração primária da maioria dos filmes. Uma revelação genuína. É dessas atuações imantadas, com um poder de atração inexplicável, chega a ser uma covardia como Royalty entendeu sua personagem e coube dentro dela, tive a impressão de que ela sabia milimetricamente seus limites, até onde poderia ir ou não, interpretação que ecoa à clássica dramaturgia grega, é um arraso de expressividade. E o filme? Extraordinário! Mas fica para mais impressões em breve, aguardem!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Primeiras Impressões: O Lamento

Primeiras impressões:   
* P E R T U R B A D O R *
Minha amiga, meu amigo, se tem uma coisa que incomoda o cineasta sul-coreano Na Hong-jin, já deu pra perceber, é ser repetitivo. Pra você entender, vamos lá: " O CAÇADOR " foi um filme memorável, é a sua obra-prima; depois, em " YELLOW SEA ", a impressão que se tinha era de uma tentativa de repetir o feito do primeiro e foi um resultado muito bom, mas que passou longe. No entanto agora, em " O LAMENTO ", ainda não é o mesmo feito memorável do 'Caçador', mas saiba: é um filme PERTURBADOR!

O cineasta eleva o nível do novo cinema sul-coreano, do qual já é parte fundamental, faz um filmaço de terror (o que por si só já uma grande novidade para a nova onda) com cenas e sequências de ARREPIAR todos os fios de cabelos e a melhor coisa: para criar todo o vulcão em erupção, que surge a certo ponto da trama, ele vai se utilizando de todas as ferramentas narrativas, que são as marcas registradas das tramas surpreendentes que o cinema sul-coreano tem entregue, então você tem o 'timing', o texto, o foco nas expressões, os quebra-cabeças iniciais, enfim, vou falar muito ainda sobre o filme, mas fica aqui registrado mais um dos melhores filmes do ano. E filme ASSUSTADOR!



Crítica: Divinas

Humanista e uma versão feminina de " SCARFACE ", segundo a própria cineasta Houda Benyamina que realizou o longa, o filme " DIVINAS " é um dos melhores filmes do ano. Realismo poético se choca com realismo de submundo em filme que fala sobre amizade, sociedade e sobre a França. Indicado, com louvor, ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, representando a França, ao lado de " ELLE ".



Primeiras Impressões: "A Qualquer Custo"

O elenco está afinado e ainda bem; está tão bem afinado que por pouco não foi "engolido" pelo extraordinário Jeff Bridges porque, poxa vida, verdade seja dita, o entendimento que Jeff Bridges tem de seu personagem, é tão gritante, que chega a fazer relevo sobre todas as camadas desse filme, igualmente extraordinário. Todo mundo brilha, o filme brilha, mas é inevitável que Jeff dispute na mente da gente pra ser eleito a melhor coisa do filme e o filme não cai nessa minimização justamente por outro grande feito, por essa direção de David Mackenzie, cheia de textura, toda depurada  e "curtida", que é um torpor; e por esse texto certeiro de Taylor Sheridan, que depois de ter escrito "Sicario" parece ter cravado sua marca como roteirista que, aliás, me trouxe a lembrança os roteiros fulminantes de Guillermo Arriaga. E também, a interpretação de Jeff Bridges não "toma" o filme todo, pois, como já dito por mim, o elenco todo está maravilhoso! E que elenco! (Aguarde mais impressões e crítica)

Primeiras Impressões: "Eu, Daniel Blake"

Ainda estou com o coração rasgado e dilacerado :'(
Engraçado que depois que saí da sessão e fiquei pensando sobre o filme, foi instantâneo aparecer na minha mente que, a grande verdade, é que todos somos Daniel Blake. E depois, prestando atenção na página oficial do filme, vi que está lá a seguinte "hashtag" #WeAreAllDanielBlake . E afirmo, raras vezes na história do cinema, uma realização se alinha e exerce representatividade, dando um rosto aos rostos pelo mundo de quem, neste exato momento, é brutalmente retalhado pelo sistema. #TodosSomosDanielBlake #TodosEstamosEmDanielBlake
Ainda há muito o que se falar. E eu vou falar! 
Estreia em 5 de Janeiro. 
Imovision - Reserva Cultural


Lançamento para a imprensa de "Eu, Daniel Blake", a Palma de Ouro em Cannes 2016


Muito feliz ❤

Surpresaaaa, olha só onde eu estou hoje!!!!!

O meu canal, o "Mais Cinema", é um dos convidados para essa sessão epecial, só para a imprensa, do aguardado filme " EU, DANIEL BLAKE ", a Palma de Ouro em Cannes/2016, que estreia oficialmente em Janeiro! 

Gratidão Elias, gratidão Imovision e gratidão Reserva Cultural ❤ 


domingo, 11 de dezembro de 2016

Crítica: Sangue do meu Sangue

Um dos grandes nomes do cinema, o cineasta italiano octogenário Marco Bellocchio, produziu obras-primas desde a década de 60 e continua realizando. 
O interessante é como ele continua buscando originalidade e a confecção de novas formas para realizar a estrutura narrativa de seus filmes.
Desse modo, conheça " SANGUE DO MEU SANGUE ", não uma obra-prima, mas um belíssimo filme deste cineasta indispensável.


domingo, 13 de novembro de 2016

Crítica: Elle

O filme que representa a França na corrida por uma vaga ao Oscar\2017, é dirigido por um veterano do cinema e um veterano da vida, que promove um verdadeiro confronto. Partindo de um estupro brutal, engendra um filme cheio do temido "bom humor ácido", realizando um mergulho em duas palavras que estão no centro das discussões da sociedade: desconstrução e empoderamento. Aqui nada acontece como você espera, nada vai de encontro com seus pré-conceitos e até as mentes que se julgam mais libertárias se sentirão incomodadas. É o recado, magistral, de uma das lendas do cinema, no auge dos seus 80 anos.




domingo, 23 de outubro de 2016

40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - Imovision

Confira os filmes e a programação que a Imovision oferece a 40ª Mostra.

O vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro no Festival de Berlim 2016 "Estados Unidos Pelo Amor" de Tomasz Wasilewski, "Más Notícias para o Sr. Mars" de Dominik Moll e "Cartas de Guerra" de Ivo Ferreira também da competição do Festival de Berlim. Do Festival de Cannes desse ano, temos muito prazer em mais uma vez distribuir um longa do mestre japonês Kore-eda Hirokazu "Depois da Tempestade" que fez parte da mostra Un Certain Regard".
PROGRAMAÇÃO
"Estados Unidos Pelo Amor" de Tomasz Wasilewski

23/10 às 20:00 - Reserva Cultural
24/10 às 19:00 - Cinemark Cidade São Paulo
26/10 às 22:30 - Espaço Itaú de Cinema - Augusta
02/11 às 13:30 - Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca


40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes oferece 9 filmes imperdíveis a 40ª Mostra e não podemos perder, vamos conferir a programação.



"A Luta do Século", de Sérgio Machado

23/10 - 16:40 - Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca 1
28/10 - 15:30 - Espaço Itaú de Cinema - Augusta 1
29/10 - 14:00 - Cinesala
"Cinema Novo", de Eryk Rocha

31/10 - 20:40 - Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca 2
02/11 - 20:20 - Cinesala

"Divinas Divas", de Leandra Leal

28/10 - 21:00 - Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca 1
30/10 - 16:15 - Cinearte 1
01/11 - 13:55 - Espaço Itaú de Cinema - Augusta Anexo 4


"Elon Não Acredita na Morte", de Ricardo Alves Jr.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - Fênix Filmes

Vamos ficar atentos aos filmes, aos mais esperados, as grande novidades e as grandes expectativas que estão presentes nesta edição da Mostra de Cinema.

Confira abaixo a programação que a Fênix Distribuidora de Filmes está trazendo para a 40ª Mostra com nomes importantes do cinema como Marco Bellocchio e Jim Jarmusch, além de outros nomes e filmes imperdíveis.

A medida em que eu, Daniel, for assistindo, coloco meus comentários e críticas aqui no blog e no canal no youtube. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Seção + Cinema Especial = Crítica: A Grande Beleza

“Expressão genuinamente cinematográfica, que integra outras interferências artísticas, de físicas, à sonoras e visuais, “A GRANDE BELEZA” se apresenta como um desabafo, um recorte da embriaguez da sociedade e um choque de diversidade ao pano de fundo de “uma” Roma, na melhor tentativa de representar “há que tantas anda a Itália”. Estruturado por epifanias, idílios e por vezes estilizado, propõe a reflexão, leva a catarse e não se sobrepõe a capital do país, um dos interesses da obra. E não se sobrepõe também  a filmes como “ A DOCE VIDA ”, “ ROMA” ou “ A NOITE ”, clássicos de onde intersecciona referências.” 


Logo após a explosão de um canhão, uma câmera ligeira nos sujeita a cenas fragmentadas que surgem em frações de segundos, enquanto um grupo de turistas japoneses ouve a guia situar a localidade.  Numa dessas cenas está um homem com semblante prostrado, em frente ao monumento da estátua equestre a Giuseppe Garibaldi, dos mais famosos heróis da unificação italiana, na Piazzale que leva seu nome e ele, este homem, observa o detalhe do monumento onde está inscrito: “Roma O Morte”. Estamos no “Monte Gianicolo”, que não faz parte das famosas “7 colinas” de Roma, mas que é popularmente conhecido como a 8ª colina, de onde se obtém vistas impressionantes da cidade e onde está presente parte da história. Além do monumento, surgem bustos de outros heróis e construções, como a “Fontana dell’Acqua Paola”, datada de 1610 e justamente para onde a câmera nos converge. De dentro da “Fontana” ouvimos um teatro de vozes femininas, que executam a composição erudita “I Lie” de David Lang (compositor sexagenário quem ajudou a provar pós anos 2000 que gêneros como o rock, jazz ou música eletrônica combinam com o que há de classicismo musical), a qual permeia o mal estar de um dos turistas japoneses. É o prólogo inicial do filme. O que se ouve, essa sonoridade, estabelece uma surpresa fatal entre o espectador e as as cenas, mas transcende a isso, prevendo um tanto da amargura que se seguirá. Ao súbito enfarto do turista japonês, a canção segue, mas termina interrompida por outra sequência espetacular, a da festa de criaturas "bizarras" num terraço ao lado do Coliseu. (Leia a crítica completa abaixo)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Crítica: Terra Estranha

Cineasta Kim Farrant enfrentou machismo, preconceito, sexismo e conseguiu concretizar seu filme australiano independente, onde Nicole Kidman , Joseph Fiennes e Hugo Weaving se conectam e desconectam através de um desaparecimento. Tinha tudo para ser mais interessante do que a propaganda, até do que o trailer, mas o filme tem muitas pretensões, que não se concretizam.






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Crítica: Aquarius

Um marco, um feito, um evento. Tudo o que se disser sobre esta obra-prima pode ser pouco, tamanha a grandeza, a riqueza, a contribuição, a capacidade, a elegância, a humildade e tantos atributos que estão em sua atmosfera. De uma única coisa você pode ter certeza: é um filme obrigatório! Descubra em mais essa vídeo\crítica:


Crítica: Caça-Fantasmas

Um cineasta maravilhoso, boas atrizes, uma ideia muito legal e o resultado é, na minha opinião, lamentável.
Pra mim esse filme é mais do mesmo, é raso e, o pior, é o típico caso de filme de estúdio cujo problema é o próprio estúdio, no caso aqui, a Sony\Columbia. Mas descubra isso em mais uma vídeo\crítica minha:


Crítica: Café Society

Tudo na vida sempre oscila e Woody Allen também! Entre um trabalho brilhantemente inquestionável, como foram "Meia-Noite em Paris" e "Blue Jasmine", ele surge com esses filmes "menores" e menos fascinantes. Há quem diga maravilhas de "Café Society", mas eu não. Descubra em mais essa vídeo\crítica: 


Crítica: Demônio de Neon

O cineasta Nicolas Winding Refn provoca, seu desejo parece mesmo ser o de atacar aos mais conservadores e incomodar até os que se julgam super "a frente", mas que mal sabem que ainda não viram tudo. E ele faz isso da maneira mais abusiva, extravagante, escandalosa, indisciplinar, corrosiva e plástica de ser. Na minha vídeo\crítica, abaixo, um breve panorama desses e outros detalhes.