domingo, 10 de dezembro de 2017

Corpo Delito

"Um olhar para a face do preso comum e um olhar para a face suspeita e mantida ao preconceito, a do jovem negro de periferia." (⭐⭐⭐)

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CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO


⭐O projeto do cineasta cearense Pedro Rocha nasceu "Direitos Humanos Para Bandido" e, pós desenvolvimento e reflexões, tornou-se "Corpo Delito". Este documentário, um resultado antropológico, nasce de provocações que se perguntam "o que é o bandido no Brasil hoje?", "qual é a sua face?" ou "quem hoje dita essa sua face?". E nos elucida suas provocações ao acompanhar Ivan Silva, ex-presidiário de Fortaleza que, depois de 8 anos preso, ganha liberdade condicional, monitorado pela tornozeleira eletrônica. Vemos a vida desse homem, que trabalha apertando parafusos e volta pra casa na favela dos índios. Seu retrato alterna-se entre a pressão psicológica de se viver uma prisão em liberdade e suas investidas em burlar o equipamento, que terminam sempre em julgamento. E vemos também, paralelamente, o andor de vida de algumas pessoas em volta de Ivan, como alguns jovens. 

⭐O objetivo que esse documentário impôs a si mesmo era o de ser observacional, mas temperado com uma estrutura de ficção e, logo, de fato, você percebe como as pessoas vão se transformando em personagens e suas vidas em "contos". Faz muito sentido, levando em conta um detalhes: o diretor Pedro Rocha, inspirado por uma pesquisa de fotografias criminais do século 19, a partir delas, pensa a construção social da imagem do bandido hoje. Segundo Bruno Xavier, que ajudou o projeto, havia também a ideia de contrapor ao preconceito, tirando-o do lugar velado e mostrando as imagens do que ele diz ser esse "rosto suspeito", o rosto dos jovens negros de periferia. Ou seja, são atenções dificilmente mostradas nas telas, a realidade desse preso comum, sem julgamento moral, com seu dilema de burlar o equipamento e seu habitat, lugares "invisíveis" a sociedade.

⭐Gosto dos enquadramentos fixos, gosto de como a câmera foi posicionada para captar essas vidas, porém me desgosta uma certa sensação mórbida desse documentário. Tudo bem que estamos lidando com uma situação de pressão e com uma narrativa hibrida, porém parece ser inevitável uma certa morbidez. E termino com uma fala do diretor a Tribuna do Ceará, publicada por Lyvia Rocha em Janeiro de 2017, que achei muito interessante: "Uma pesquisa foi feita ano passado e 67% das pessoas acreditam que “bandido bom é bandido morto”, então quis mostrar um pouco sobre a realidade de um ex-presidiários, os dramas que ele vive. O filme também vem um momento propício, pois tivemos vários massacres em presídios, então é bom questionar um pouco do que é passado para a população sobre essas pessoas”.

" CORPO DELITO " - Corpo Delito - Dir. por Pedro Rocha - Brasil - 2017 - Distribuidora no Brasil: Vitrine Filmes através do projeto "Sessão Vitrine Petrobras".

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Filme enviado com exclusividade ao Mais Cinema.

MAIS CINEMA! A GENTE SEMPRE QUER MAIS, DAQUILO QUE A GENTE AMA!

Com Amor, Van Gogh

"Impressionante! Mas justiça seja feita e que se grite pra se fazer ouvir: a quem tiver condições, que se veja no cinema. Não há descrição para o resultado que se compreende na maior tela de cinema que existir!" (⭐⭐⭐⭐⭐)

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CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO


⭐Quando se exalta um resultado no cinema, se contempla uma soma e se deixa claro que não está se falando de um resultado tampouco gratuito ou banal. De forma que o cinema, arte, ciência e pensamento, continua a se reinventar, a resgatar seus ideais e a arrebatar a humanidade. Então, pensemos em: 88 minutos de duração de uma animação 100% feita por pinturas a óleo. São 65 mil pinturas e cada segundo dos 88 minutos exibem uma média de 12 quadros pintados a mão. A partir de 2012 um número de 5000 pessoas se inscreveram para participar deste projeto, depois 600 pessoas foram chamadas para 3 dias de provas práticas e, posteriormente, 125 artistas foram selecionados para trabalhar. A tarefa desafiadora dessas pessoas seria reproduzir as técnicas de Vincent Van Gogh, pós-impressionista, em sequências inspiradas pelas pinturas do mestre, seguindo uma trama mui original e que incorpora cerca de 120 de suas obras. Então, pode acreditar, esse feitio todo artesanal gera um resultado esmagador na tela do cinema, que as nossas Tvs nunca poderão reproduzir. Em alguns momentos parece ser possível sentir o óleo escorregando sobre a telona.

⭐É um tributo, é uma homenagem, é um resultado de paixão da artista e diretora polonesa Dorota Kobiela, feito junto com seu marido, o britânico Hugh Welchman, que transformaram um estúdio em Gdansk na Polônia, no abrigo desse exército de artistas, vindos de várias partes do mundo. Extremos ao critério, decidiram a produção na Polônia porque lá se encontra um sistema de aprendizado rigoroso com pintura a óleo. Uma das curiosidades mais impressionantes está justamente no desafio de reproduzir a textura inigualável de Van Gogh, o que na tela tem um efeito quase palpável, fruto do brilho das cores e de uma beleza tridimensional. Dorota explica que a dificuldade consistia em iluminar as telas sobre as quais os artistas pintavam de forma uniforme, pois no museu elas são iluminadas de forma direcional para que, quem observe, veja as sombras sobre ela, evocando suas texturas. Foi um dos maiores desafios garantí-las.

⭐A história acompanha Armand Roulin, um ano após a morte do pintor, filho do carteiro amigo de Van Gogh, que recebe a tarefa de entregar uma carta a Theo, irmão do pintor, mas que morreu também. Acontece que Armand, ao refazer a última jornada de Vincent, fica surpreso com a reação de muitas pessoas que foram seus últimos contatos. Curioso, vai se transformando aos poucos num "detetive", intrigado com os relatos das pessoas sobre a morte do pintor, que se assumem como verdades ou inverdades e que suspeitam da figura do médico, que teria se frustrado na tentativa de se tornar um pintor. A narrativa imaginada pelos cineastas é colorida no presente de Armand, mas branca e preta nas lembranças dos personagens que constroem a figura de Van Gogh, que surgem nos flashbacks mais criativos que se poderiam imaginar. 

⭐Acerca desta imaginação criativa presente no uso das cores, há uma curiosidade: Dorota explica que num primeiro momento Armand enxerga o mundo como Vincent enxergou (pense-se também na perspectiva) e num segundo momento temos a lembrança das memórias dos personagens, temos Vincent em suas memórias e que, a partir daí, temos histórias que Vincent não poderia pintar. Esta é uma comunicação sublime para uma animação que emerge da linguagem das pinturas de Van Gogh e que é realizada sob o espírito do que ele mesmo disse, do quanto se comunica sob as pinturas. E, incrivelmente, Dorota ainda explica que a mudança na tonalidade teria ainda o sentido de descansar o espectador depois do efeito vibrante e pulsante das cores.

⭐Que faça-se claro o resultado poderoso desta animação. É revigorante testemunhar o entusiasmo de cineastas que imaginam façanhas para o cinema e se comprometem até o fim com seus desafios. Certamente será uma conquista justa se "Com Amor, Van Gogh" levar o Oscar em 2018. Que faça-se claro também afirmar que esta realização deveria-se, num primeiro momento, ser consumida no cinema, havendo condições. Não há explicações para o resultado. E, "pra não dizer que não falei das flores", que surpresa estonteante ver o olhar e a beleza da extraordinária Saoirse Ronan se transformar como um quadro de Vincent Van Gogh, é inexplicável. 

" COM AMOR, VAN GOGH " - Loving Vincent - Dir. por Dorota Kobiela e Hugh Welchman - UK\Polônia - 2017 - Distribuidora no Brasil: Europa Filmes - Exibidor para o Mais Cinema: Caixa Belas Artes

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Extraordinário

"Com excelente resultado, filme prima por um mínimo de honestidade e por um espírito verdadeiro, que comove e alegra em boas medidas!" (⭐⭐⭐⭐)

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CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO

⭐Sempre me vigio para que, se acontecer de um filme terminar e, ao final da sessão, eu já estiver tomado de convicção de aquele filme é um bom filme, que na vigilância eu possa disso desconfiar. Essa postura funciona em mim como um exercício crítico, afim de que, quanto mais resistência as minhas emoções eu conseguir ao encerramento de um filme, que essas mesmas emoções possam se manifestar genuinamente em ocasiões de filmes, de fato, impecáveis. Do contrário, acredito que a minha percepção seria demasiadamente volátil. No caso de filmes como "Extraordinário" essa postura muito me ajuda, dado que esses filmes vão se revelar com apelos emocionais, porém, essa mesma postura me esclareceu, um tempo depois de assistir ao filme, a concluir de que, de fato, o resultado de "Extraordinário" é lindo, tanto na forma como foi imaginado, quanto na forma como se demonstra na tela.

⭐Este filme é dirigido pelo talento de Stephen Chbosky, que em 2012 dirigiu o ótimo "As Vantagens De Ser Invisível" e que trabalhou nos roteiros de "Rent: Os Boêmios" (2005) e "A Bela E A Fera" (2017). Adaptando em "Extraordinário" o best-seller da americana R. J. Palacio, percebi como ele conseguiu um equilíbrio entre a empatia e a alegria, faculdade e estado filmadas de uma forma a projetar e não há curvar-se. A história da criança de 10 anos de idade, com deformidades faciais, que como qualquer pessoa, precisará sair de casa e enfrentar o mundo, tem a qualidade de uma comunicação universal, a transcender os desafios mais arraigados que traz, sem abrir mão da honestidade, qualidades que geralmente em filmes assim, podem ficar escondidas pela avalanche de emoção, melodrama e outros clichês do gênero. 

⭐Logo, o que você tem em "Extraordinário" são as combinações de elementos que funcionam maravilhosamente, como a percepção de importantes personagens que estão orbitando o universo do garotinho e como ele, a sua maneira, os afeta; você tem também o confronto desse garotinho com o mundo externo, que precisa tomar as mazelas de se viver com suas dificuldades, sob a pressão de um mundo cruel que parece resistir a qualidade máxima da inclusão, e que com inteligência não esmorece e dribla seus desafios; e, por fim, você tem um outro elemento delicioso, que é como esse garotinho, seja em casa ou seja na convivência com os colegas, vai experienciar aquelas mesmas emoções e frustrações da vida, imputadas a todos nós no processo de se viver. E o filme cresce, isento do julgamento, mostrando, por exemplo, a primeira decepção com uma amizade ou os conflitos familiares. 

⭐"Extraordinário" tem carisma, tem ritmo incessante e atinge um estado de graça, através da atuação de Jacob Tremblay (o espetáculo do filme "O Quarto De Jack"). É incrível como ele cabe ao personagem, como ele constrói esse garoto com um interesse pela vida e como ele deu a esse personagem um olhar admirável. Que ator fenomenal Jacob é! Todo o elenco é um arraso, seja Julia Roberts, que dispensa palavras, seja Owen Wilson ou seja ainda Izabela Vidovic. Tem uma pontinha deliciosa de Sonia Braga, que sempre me emociona. Honestamente, se tem um filme com espírito natalino, na medida certa, que comove, que tem empatia e que conquista, em 2017, esse filme é "Extraordinário"!

" EXTRAORDINÁRIO " - Wonder - Dir. por Stephen Chbosky - EUA - 2017 - Distribuidora no Brasil: Paris Filmes - Exibidor para o Mais Cinema: Multiplex Itatiba Mall

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Dia 7 no cinema: 57 anos de Abdellatif Kechiche




O franco-tunisiano mais querido, que realizou uma das representações mais poderosas do cinema pós anos 2000, chamada "Azul É A Cor Mais Quente", chega aos seus 57 anos com 7 filmes realizados desde os anos 2000. Como ator se experimenta desde 1982. Em breve veremos "Mektoub, My Love: Canto Uno", seu filme mais recente.

Também hoje: Ellen Burstyn chega aos 85 anos; Emily Browning chega 29 anos; Jennifer Carpenter aos 38 anos; Nicholas Hoult chega aos 28 anos.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Primeiras Impressões: Roda Gigante



⭐ Antiquado. Não me simpatizo com algumas leituras que Woody Allen faz das mulheres em algumas protagonistas de seus filmes e em "Roda Gigante" é o caso. Mulher infeliz em sua configuração familiar, dessas que se culpam pelo azar da relação anterior, que trabalham fora, que depois tem a "pressão" de cuidar do que tem em casa, ao que parece que chegam até a apanhar do marido e que ficam "paranoicas" com uma relação extra-conjugal e que, ao final, ainda são colocadas com uma ponta de dedo no crime\conflito, enfim, estou ainda fazendo uma matemática na minha cabeça, pra decidir se realmente compro todo o enredo do novo filme de Woody Allen. Ao menos, positivamente, conseguiu me iludir mais do que o "Café Society", pra mim um embuste. Como sempre digo, que cada um decida se gosta ou não, se faz sentido ou não.

⭐ Os 2 maiores talentos deste filme: a força da presença "peso\pesado" de Kate Winslet e a fotografia "de cair o queixo" de Vittorio Storaro. Essa história que "Roda Gigante" é um "passeio nostálgico" pela Coney Island de Nova York na década de 50 é outra propaganda enfadonha; tem muito pouco de nostálgico, essa é que é a verdade, no entanto, a maneira como Storaro fotografa essa Coney Island, a maneira como a luz e o brilho contornam as nuances das cenas, dos personagens, isso sim é um espetáculo e um espetáculo de um fotógrafo com quase 80 anos. Kate Winslet hipnotiza o espectador sob essa fotografia, ela aparece com uma nitidez estarrecedora, principalmente em sequências onde ela é a dona do texto e destila o teor de sua personagem, essa mulher que "acha" que pode ser amada.

⭐ Cena e sequência inicias do filme, são ambas lindas, com a praia de Coney Island filmada com uma cor que realmente parece não existir mais. Nessa mesma sequência tem valor o surgimento da personagem de Juno Temple, excelente atriz, aqui uma dessas personagens coadjuvantes deliciosas de Woody Allen, mas que, infelizmente, fica bem sufocada na trama e quase chega a desaparecer perto da presença de uma Kate Winslet. Quem narra esta trama é Justin Timberlake, o amante de Kate winslet, que como dramaturgo ainda quer escrever uma obra-prima, porém que ganha a vida como salva vidas. Se ele é um alter ego de Woody Allen, é dos mais pobrezinhos, não há encanto nenhum em seu personagem. Por fim, tem Jim Belushi, pai de Juno e marido de Kate, um bom ator, mas apenas isso. E tem um bom humor em "Roda Gigante", a encargo do filho da primeira relação de Kate Winslet, que vive armando fogueiras em qualquer lugar e que acaba na psicóloga (e faz fogueira lá também).  Pra mim não é um grande filme, nem uma grande narrativa, mas que cada um decida.

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Pra encerrar o dia 4:



Marisa Tomei
53 anos de vida
+ de 30 anos de carreira
3 vezes indicada ao Oscar; 1 vitória

Tenho muita convicção do quão extraordinária Marisa Tomei é e quem ainda não assistiu "Meu Primo Vinny", de 1992, pela qual ela venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, por favor, assista. Sua última atuação memorável foi em "O Lutador", no papel da striper Cassidy, que era de um carinho sem igual. Brevemente será vista em "Behold My Heart", de Joshua Leonard.



Jeff Bridges
68 anos de vida
Quase 60 anos de carreira
7 vezes indicado ao Oscar; 1 vitória

Dizer que é extraordinário é "chover no molhado", ele é um dos mais queridos e dos mais admiráveis que se possa existir em Hollywood. Além de ator é músico, o que inegavelmente lhe permitiu uma das mais belíssimas atuações que se tem notícia, que foi em "Coração Louco", pelo qual venceu um merecido Oscar. Brevemente será visto em "Only The Brave", de Joseph Kosinski.

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Senhoras e senhores: os 57 anos de vida de Julianne Moore



57 anos
+ de 30 anos de carreira
9 indicações ao Globo de Ouro; 5 indicações ao Oscar

Em 2015, quando Juliane Moore venceu o Oscar de melhor atriz por sua belíssima atuação em "Para Sempre Alice", víamos uma das mais perfeitas coroações já feitas a uma artista e as novas gerações testemunhavam um momento de glória em Hollywood, como tantos do passado. A grande atriz que Moore é, já havia se revelado há muito tempo, em grandes papéis e em 1998 recebera sua primeira indicação ao Oscar como melhor atriz coadjuvante por "Boogie Nights". Foram ótimos papéis, em excelentes filmes, mas ainda não havia recebido a aclamação que lhe era devida. Isso é muito próprio de Hollywood, que sempre esteve, e sempre está, em dívida com com seus operários. Por isso, a vitória da atriz em 2015 foi um momento unânime; ou era ela, ou não era mais ninguém. Em breve será vista em "Sem Fôlego", de Todd Haynes e em "Suburbicon: Bem Vindos ao Paraíso", de George Clooney.

Também hoje: Amada Seyfried chega aos 32 anos de vida; Daryl Hannah aos 57; Brendan Fraser aos 49; Andrew Stanton aos 52; Jean-Luc Godard aos 87 anos e Nino Rota faria 106 anos.

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